7 de abril celebra-se o Dia do Jornalismo. E neste mês comemorativo, Gente convida cinco jornalistas para entrevistas especiais, apresentando insights e lições que o jornalismo proporcionou ao longo da sua vida profissional. 

Você lembra o que te motivou a seguir na atual carreira que você está? Para algumas pessoas, escolher uma profissão não é uma tarefa tão simples quanto parece.

Isso porque é preciso colocar na balança uma série de fatores, tanto pessoais quanto gerais: o que eu gosto de fazer? O que faço bem? Quais são os meus maiores sonhos? É possível me manter nesse caminho? E financeiramente? Eu vou ser feliz fazendo isso?

Para Soraia Alves, repórter do B9, o jornalismo conseguiu unir suas paixões e ainda ser uma ferramenta de ajuda ao próximo.

 

"O jornalismo pode juntar minhas paixões e ainda ser uma ferramenta de ajuda ao próximo. É papel do jornalismo levar informação e conhecimento às pessoas. E nada é mais transformador do que o conhecimento."

 

Soraia Alves também passou por essa fase, mas uma coisa ela tinha certeza: gostaria de seguir numa área onde pudesse escrever e alcançar outras pessoas com aquilo. E foi justamente a falta de escrever que a fez mudar de faculdade e se aventurar no jornalismo. Deu certo! Hoje, trabalha com web jornalismo e escreve (assim como ela desejava) sobre cultura pop e tecnologia.

Na entrevista a seguir, ela fala sobre o que aprendeu na profissão, como o jornalismo pode mudar a sociedade e como as mulheres estão representadas nessa área. Soraia é uma das cinco pessoas convidadas para esse especial em comemoração pelo dia do jornalista.

Entrevista com Soraia Alves, repórter do B9.

GENTE: Qual é o maior aprendizado que o jornalismo te trouxe nesses anos?

Soraia Alves: Acho que uma mistura de "resistência" com "vale a pena". Quando olho pro cenário atual, cheio de fake news e desinformação, sinto que, mais do que nunca, o jornalismo precisa resistir para ajudar a sociedade a não retroceder. Ao mesmo tempo, é difícil ser uma voz (ou algumas vozes) numa enxurrada de correntes e discursos tóxicos nas redes sociais. Mas esse é o nosso papel: precisamos resistir e fazer valer a pena por um mundo melhor. Parece utópico, mas é verdade!

Você acha que as mulheres estão bem representadas no jornalismo?

Estamos bem representadas pelas profissionais maravilhosas que estão no mercado, mas assim como na grande maioria das profissões, as jornalistas ainda sofrem com a falta de respeito, a desigualdade salarial, a exploração com horas exaustivas de trabalho, entre outras questões. O sucateamento da profissão, principalmente pelos salários baixos também não ajuda, infelizmente.

O jornalismo é uma ferramenta de transformação social?

Com certeza. E das mais poderosas. Você pode entender e pensar sobre diferentes aspectos sociais através de qualquer editoria do jornalismo. Além disso, é papel do jornalismo levar informação e conhecimento às pessoas. E nada é mais transformador do que o conhecimento.

O que te fez escolher o jornalismo?

Sempre gostei muito de escrever e fazer análises culturais. Tive alguns blogs e gostava dos debates que os textos geravam entre os leitores. Tentei uma outra faculdade antes, mas larguei por justamente sentir falta de escrever. Foi quando percebi que o jornalismo poderia juntar minhas paixões e ainda ser uma ferramenta de ajuda ao próximo.

Qual conselho você daria para a Soraia no começo da carreira?

Acredite no seu olhar crítico, valorize seu trabalho, não trabalhe de graça e saiba que se entre 1000 haters nas redes sociais tiver apenas uma pessoa que leu a sua matéria e pensou sobre ela, você atingiu seu objetivo.

Soraia Alves é redatora do site B9 onde apura, elabora e desenvolve pautas e artigos sobre Cultura, Tecnologia, Inovação e Mercado Publicitário.

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