15 de outubro é celebrado o Dia do Professor. Neste mês comemorativo, a plataforma Gente participa da mobilização especial que celebra os educadores brasileiros. 

#Nem1PraTrás.

As mudanças nas formas de consumo estão cada vez mais evidentes, não somente no Brasil, mas no âmbito global. Consumidores estão mais atentos para as políticas empresariais e para a transparência com a qual os processos produtivos são conduzidos. Além disso, impactados pelo forte momento de recessão e desemprego no país, o público consumidor está muito mais racional. É nesse sentido que políticas sociais desenvolvidas pelas empresas podem ser um grande diferencial para seu crescimento em meio a tanta insegurança no mercado.

Projetos sociais são um grande meio de crescer o valor de marcas, tanto pelo compromisso com a sociedade quanto pelas estratégias de marketing que podem derivar dessas ações. Vale ressaltar que o impacto dessas medidas atingem não somente o público, mas também investidores das marcas e empresas.


“As ações de marketing precisam criar laços estáveis com toda a cadeia de stakeholders através de [...] estratégias criativas e relevantes. Cada vez mais somos exigidos pelos parceiros e somos cobrados pelos consumidores.”

Sérgio Pompilio, vice-presidente da ABA

Porém, ações de marketing que não reflitam a verdadeira cultura das empresas estão fadadas ao fracasso. Consumidores exigem que a transparência seja indispensável nas práticas empresariais. De acordo com a pesquisa Glass Box Brands, da Trendwatching, as empresas do passado podem ser comparadas a caixas pretas, fazendo com que o público não soubesse o que de fato ocorria por dentro delas. Hoje em dia, marcas de valor deixam claro seus processos, seus valores e como seus empregados estão se sentindo.

Indo mais além, a Trendwatching mostra que já existem marcas que estão se envolvendo politicamente na definição de normas e leis que promovam maior equidade social. Talvez visto ainda como algo assustador por dirigentes, o público espera esse envolvimento: 86% dos consumidores querem que marcas se posicionem sobre questões sociais. As empresas necessitam hoje, mais do que nunca, desenvolver responsabilidades sociais verdadeiras e incorporá-las também às suas políticas internas.


Glass Box Brands, Trendwatching

“O único caminho possível para o sucesso a longo prazo é uma economia e sociedade que promovam transparência, aspiração, impacto positivo, tolerância e empoderamento.”

Como ponto de partida para o desenvolvimento de tais políticas, a educação é uma grande oportunidade para as empresas. O Brasil possui dificuldades estruturais para o desenvolvimento da educação pública e com o envolvimento do setor privado para contribuir positivamente nesse desenvolvimento, tanto a sociedade e as empresas se beneficiam, como consequência de um maior valor atribuído à elas pelos consumidores.

O NAVE (Núcleo Avançado em Educação) é um exemplo de uma iniciativa voltada à educação. O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, realizou uma parceria público-privada com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco para oferecer um programa integrado e profissional para estudantes do Ensino Médio.


NAVE, Oi Futuro

Com escolas instaladas em Recife, desde 2006, e no Rio de Janeiro, desde 2008, o NAVE tem como objetivo desenvolver metodologias educacionais e formar jovens para trabalhar com inovação e tecnologias digitais, preparando-os para profissões contemporâneas na área digital e criativa, como produção de games, aplicativos e produtos audiovisuais. Durante os três anos do Ensino Médio, alunos experimentam na prática processos derivados da inovação tecnológica, como ideação, planejamento, apresentação de ideias em público, produção coletiva e publicação. Como meta, além de programadores e designers o NAVE procura formar cidadãos protagonistas, autônomos e conscientes, que podem programar seus próprios futuros.


A NAVE já formou:

2.500 alunos no Rio de Janeiro

1.500 alunos em Recife

Outro projeto de grande renome nessa área é o Instituto Ayrton Senna. Criado em 1994, o instituto é uma organização sem fins lucrativos que procura estabelecer parcerias com secretarias estaduais e municipais de ensino para produzir conhecimentos, formar educadores e propor soluções educacionais escaláveis que podem inspirar práticas e políticas de educação em qualquer região do País.

Através de formações de professores e ações de engajamento para a mobilização de diversos setores da sociedade na causa da educação, o Instituto Ayrton Senna possui resultados exemplares:

26 milhões de alunos impactados

230 mil professores formados

2.000 cidades atingidas


Itaú Social é um braço do Banco Itaú que procura formar profissionais da educação e também fortalecer a Sociedade Civil

Outro exemplo é o programa “Letras e Números”, focado nas competências da leitura, escrita e matemática. De acordo com o Itaú Social, ações que promovem o uso social da leitura, da escrita e da matemática são investimentos estratégicos, pois o domínio dessas competências fundamentais permite o acesso às demais áreas do conhecimento e garante a participação social efetiva.

Uma das ações apoiada pelo “Letras e Números” é o “Leia para Uma Criança”, onde, através de edital público, são selecionados livros infantis e são ofertadas formações sobre mediação de leitura. Ao incentivar a leitura de um adulto para uma criança, não só a capacidade de compreensão textual da criança está sendo desenvolvida, mas também há o fortalecimento dos vínculos afetivos.

Empresas de diversos setores serão cada vez mais cobradas pelos impactos positivos que provocam na sociedade. Afinal, hoje em dia as empresas precisam desenvolver aspectos intangíveis muito além de produtos. As culturas empresariais são, no presente, o motivo pelo qual clientes decidem comprar seus produtos ou serviços, já que o processo de decisão de compra se tornou extremamente racional nos últimos anos. Consumidores esperam que marcas e empresas façam mais do que apenas aumentar a conscientização sobre aspectos sociais, eles esperam que elas ajudem a realmente mudar as regras do jogo. E isso deve estar intrínseco como valor e cultura nas organizações.

Simon Sinek, consultor organizacional, realizou uma das palestras mais vistas na história do TED especificamente sobre esse assunto. A apresentação de 2009 demonstra como líderes e gestores podem focar melhor em propósitos e, como consequência, inspirar cooperação, confiança e mudanças.

Arte e ilustrações Jordana Leite / Imagens Halfpoint / Texto Gustavo Kievel

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