7 de abril celebra-se o Dia do Jornalismo. E neste mês comemorativo, Gente convida cinco jornalistas para entrevistas especiais, apresentando insights e lições que o jornalismo proporcionou ao longo da sua vida profissional. 

Ser um dos pioneiros no mercado de mídia no Brasil proporciona a Antonio Rosa Neto, CEO do portal AdNews, uma visão de que o jornalismo continua a ser um trabalho fascinante. Para ele, a profissão é um misto de trabalho com muita responsabilidade, critério e arte.

 

"Entendo que o jornalismo escreve a história de uma cultura e registrá-la é uma arte."

 

A relação de Antonio com o jornalismo começou com o seu avô, que editava uma revista e um jornal em São Paulo, em 1938. Desde então, o cenário mudou muito. Ao olhar para o futuro, Antonio visualiza que o jornalismo será cada vez mais participativo e colaborativo. Se no passado, a interatividade dos leitores, espectadores e ouvintes se davam por carta ou telefone, agora ela é imediata.

Autor do livro “Atração Global – A Convergência da Mídia e Tecnologia” (Makron Books), acredita que a digitalização das mídias transformou o mercado, o que orientou a criação de novos modelos e processos.

Acompanhe a entrevista com Antonio Rosa Neto, que além de atuar na cobertura do mercado de comunicação, é Presidente do Conselho e Presidente Executivo da ABEMD - Associação Brasileira de Marketing de Dados.

Entrevista com Antonio Rosa Neto, CEO do AdNews.

GENTE: Qual é o maior aprendizado que o jornalismo te trouxe nesses anos?

Antonio Rosa Neto: Trabalhar com jornalismo é mesmo fascinante, um misto de trabalho com muita responsabilidade e critério com um misto de arte.

Desde que iniciou na profissão, quais foram as principais mudanças no jornalismo que mais chamaram a atenção? E no mercado?

Com certeza foi a digitalização das mídias. De fato, tivemos que criar novos modelos e processos. O mercado sentiu os efeitos deste novo formato, afetando diversos meios, notadamente os impressos.

Para você, o que podemos esperar do futuro do jornalismo?

Entendo que teremos um jornalismo mais participativo e colaborativo. Se no passado a interatividade dos leitores, telespectadores e ouvintes se davam por carta ou telefone, agora ela é imediata. Inclusive provocando debates e comentários entre o próprio público.

Que comparação faria entre o momento do jornalismo quando criou a primeira empresa especializada do país e o atual cenário?

Nos últimos anos, notamos profundas mudanças no comportamento de consumo de notícia, com o avanço das Redes Sociais. Muitas pessoas acabam lendo notícias pelos smartphones e praticamente todas as empresas de mídia noticiosa estão lá. Mas aí vem o perigo, pois cresce a facilidade em se gerar fake news. Poucas pessoas têm hábito de checar fontes e sabemos que notícias falsas compartilhadas por amigos e parentes passam a ter reputação de verdadeiras.

Acha que as faculdades de jornalismo conseguem preparar profissionais para encararem a realidade da profissão?

De uma maneira geral, todas as faculdades lutam por isto com bons professores e um programa com bastante propriedade. Não é sem propósito, também, a obrigatoriedade do estágio.

Acredita que o jornalismo brasileiro é muito diferente do restante do mundo?

Entendo o jornalismo como profissão universal. Evidente que alguns países têm, por cultura ou hábito, algumas peculiaridades. Mas é interessante observar, como defendi no meu livro “Atração Global”, que somos o segundo maior país em mídia do mundo, isto em diversidade e consumo de meios. Perdemos apenas para o mercado americano.

Em quem você se inspira?

Meu avô era jornalista, editava uma revista e um jornal em São Paulo, isso no ano de 1938. Entendo que o jornalismo escreve a história de uma cultura e registrá-la é uma arte.

Qual conselho você daria para o Antonio no começo da carreira?

Leia bastante, mas leia de tudo. A leitura de livros aprimora o discernimento, além de permitir conhecimento de forma rápida e agradável. Recomendo: Chatô – O Rei do Brasil, de Fernando Morais; a biografia do Irineu Marinho; a biografia do Seu Tuta da Jovem Pan e Minha Razão de Viver, de Samuel Wainer.

Antonio Rosa Neto é CEO do portal AdNews e presidente da Dainet Multimídia e Comunicações.

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Crédito: iStock 872323824 People Images

 

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