A era digital e o streaming revelaram possibilidades até então desconhecidas para o consumo de música. Fluidez e pluralidade, duas características inegáveis dos tempos atuais, estão presentes também nas maneiras livres e diversificadas com que ouvimos música. Para descobrir novas sonoridades, não há limitações de escolha. Com acesso abundante e muita liberdade, quem dá o tom da trilha dos nossos dias é o mood. Um mood é uma motivação de consumo que se distancia dos formatos físicos e das escolhas das gravadoras e se aproxima das vontades individuais despertadas pela energia e o humor que as pessoas buscam acalentar com as canções.

Aguardar uma música favorita tocar no rádio. Comprar um disco somente em razão de uma única canção. Conhecer somente os nomes consagrados pelas paradas de sucesso. Tudo isso são sinais do passado. Hoje, a liberdade a um play de distância reconfigurou o mundo da música. O processo de escolha propiciado pelo streaming influenciou o aumento do consumo de música e desencadeou mudanças irreversíveis: se antigamente era necessário comprar o disco do artista para “possuir” suas músicas, com a lógica da desmaterialização passamos a consumir música por meio de diferentes motivadores e estados de disposição que representam climas — humores tão distintos quanto a diversidade das suas playlists.

MÚSICA LIBERTA, REPRESENTA, POSICIONA E QUEBRA BARREIRAS — MAS O QUE ISSO SIGNIFICA NO CENÁRIO MUSICAL ATUAL?

A variedade de canais e as indicações automáticas baseadas nos gostos pessoais ampliam a exposição do público a novidades e degustações musicais.

PLAY:
> Baixo investimento e alta acessibilidade
> Música não limitada a identidades
> Curiosidade e pertencimento
> Saturação da busca por gêneros musicais

O digital reacende o analógico e formatos antigos reconquistam seu charme original e ganham novos adeptos, seja em feiras de LPs e K7 ou nos novos lançamentos já nestes antigos formatos ou reedições especiais.

PLAY:
> Alta do vinil e K7
> Pôsteres e camisetas (fast fashion) de banda
> Devices permitem muitos formatos

A relação entre o artista e o público se estreita, seja por meio de playlists especialmente elaboradas para os fãs ou transmissões ao vivo de apresentações e eventos de lançamentos, numa proximidade independente da mídia. Sob a lógica do consumo participativo e da troca criativa via conexão digital, comunidades de financiamento coletivo (crowdfunding) aproximam os fãs da própria realização e do lançamento dos projetos dos artistas favoritos.

PLAY:
> Redes sociais: interação constante
> Relação em real time cresce
> Consumo participativo e crowdfunding

A rapidez da informação repercute nas redes sociais e o público espera autenticidade e posicionamentos dos artistas sobre questões diversas.  

PLAY:
> Crescimento das relações para além da música
> Fim de intermediários entre mensagem e fãs

A organização das músicas em playlists – temáticas ou livres – responde por boa parte do consumo de música nas plataformas de streaming e cativa o público ao sugerir o que melhor combina com as variações de humor e de situação.

PLAY:
> Alta das playlists
> Menor interesse por escutar apenas artista e álbum
> Facilidade de navegar e conhecer novidades

A atualização de novidades é instantânea. A curadoria inteligente de descobertas diárias e semanais dos serviços de streaming afasta as pessoas da pesquisa musical, expondo de maneira automática e intuitiva o que há de mais novo nesse universo.

PLAY:
> Cultura da recomendação
> Blogs e publicações independentes
> Shows, festivais e festas
> Algoritmo

O debate sobre a fluidez dos gêneros inspira uma cena e os novos artistas se mostram dispostos a desafiar possíveis preconceitos estabelecidos na indústria musical, tanto na fase de produção como na aceitação do público.

PLAY:
> Não existe música limitada à identidade de gênero
> Abertura para independência de rótulo

A música do mundo ao alcance de todos possibilita a exploração de novos estilos e a descoberta de novos artistas. A queda das fronteiras amplia as fontes de inspiração.

PLAY:
> Sem motivos para não experimentar música, artista ou banda
> Escutar tudo, de todo lugar
> Queda das barreiras geográficas musicais

O aumento do consumo de música provocou mudanças consecutivas na lógica de consumo, e essa ciranda fez com que o foco nos artistas desse lugar ao foco nos álbuns – que deu lugar ao foco nos singles – e que agora dá lugar ao consumo baseado em moods.

ÍCONES E APOSTAS

Os novos comportamentos revelam outro filtro que se soma aos moods e ajuda as pessoas a escolher, catalogar e buscar o que escutar. A partir do momento em que a música está presente em boa parte do dia, esse novo filtro passa a ser muito relevante. Ao escutar uma música, as pessoas buscam ativar uma energia específica que se busca por meio da música, conectada a uma gama de ações, motivações e desejos – de extravasar até conectar-se a outra dimensão.

B

MASS INDIE
SWEET SUNSET
NORDIC AFFAIR
PÓS-CARNAVÁLIA
RAWK’N’ROLF
NEW PSYCHEDELICS
FRICTION ROCK

C

HEAVY BAILE
LATIN RECORDS
NO BULLSHIT AT ALL
PUNCH NOISE
PUMP IT UP

D

DYSTOPIA
DRAMA KINGDOM
SOPHIST POP
HYPNOTIC LIFT
DESTROPICÁLIA

Malícia Melódica

malicia

MÚSICA SENSUAL
EM TODAS AS SUAS
POSSIBILIDADES.
PARA CANTAR OU CRIAR
CLIMA DE ROMANCE.

MASS POP

O pop ganha refinamento e variação, que escapam a um só estilo musical. No Brasil ainda predominam o funk e o sertanejo, que hoje são os primeiros em grandes turnês e shows. Mundo afora, o R&B segue sendo a principal referência sonora e estética. No Brasil e no mundo, segue cada vez mais glamourizado e inventivo, associado às indústrias da moda, do cinema e da televisão.
Ícones: Anitta, Karol Conka, MC Gui

MASS POP

O pop ganha refinamento e variação, que escapam a um só estilo musical. No Brasil ainda predominam o funk e o sertanejo, que hoje são os primeiros em grandes turnês e shows. Mundo afora, o R&B segue sendo a principal referência sonora e estética. No Brasil e no mundo, segue cada vez mais glamourizado e inventivo, associado às indústrias da moda, do cinema e da televisão.
Ícones: Anitta, Karol Conka, MC Gui

RETRONEJO

A saudade da música sertaneja de antigamente influencia os cantores, as cantoras e as duplas espalhadas pelo país. A fonte é o passado, mas com toques modernos, e esse micro-mood ganha cada vez mais relevância e adeptos. Um exemplo é a volta do uso da sanfona, assim como o flerte com as modas de viola e violão, mas sem perder o toque moderno dos dias de hoje. Esse movimento cresce e é muito expressivo para o pop brasileiro.
Ícones: Gusttavo Lima, Simome e Simaria, Fernando e Sorocaba

RETRONEJO

A saudade da música sertaneja de antigamente influencia os cantores, as cantoras e as duplas espalhadas pelo país. A fonte é o passado, mas com toques modernos, e esse micro-mood ganha cada vez mais relevância e adeptos. Um exemplo é a volta do uso da sanfona, assim como o flerte com as modas de viola e violão, mas sem perder o toque moderno dos dias de hoje. Esse movimento cresce e é muito expressivo para o pop brasileiro.
Ícones: Gusttavo Lima, Simome e Simaria, Fernando e Sorocaba

TARADO TUNE

Sexo explícito em forma de canção. Mais agressivo e pragmático, nesse mood funk e hip hop valem-se de potência eletrônica e vocal. De olho na magnitude do mundo sertanejo, o Tarado Tune vem mais melódico e dançante. Dinâmico, o universo do funk brasileiro é responsável por não deixar a massa parar de cantar, com um “proibidão” cada vez mais divertido. Nada disso teria graça se não fossem os astros do repertório. Funkeiros e funkeiras abusam dos corpos, looks cavados, coloridos e brilhosos para ostentar na pista e aguçar desejo e sedução.
Ícones: Nego do Borel, MC Kevinho, MC Nandinho

TARADO TUNE

Sexo explícito em forma de canção. Mais agressivo e pragmático, nesse mood funk e hip hop valem-se de potência eletrônica e vocal. De olho na magnitude do mundo sertanejo, o Tarado Tune vem mais melódico e dançante. Dinâmico, o universo do funk brasileiro é responsável por não deixar a massa parar de cantar, com um “proibidão” cada vez mais divertido. Nada disso teria graça se não fossem os astros do repertório. Funkeiros e funkeiras abusam dos corpos, looks cavados, coloridos e brilhosos para ostentar na pista e aguçar desejo e sedução.
Ícones: Nego do Borel, MC Kevinho, MC Nandinho

VELVET BEAT

Cruzamento de R&B com batidas eletrônicas, hip hop e rimas melódicas. Texturas vocais criam um ambiente sensual que é o que melhor define a sonoridade deste mood. As playlists que contemplam o Velvet Beats são usualmente intituladas “Sexy Mood”, “R&B Passion”, “Erotic Time”, “Love Lounge”, “Passion Hour”, entre outros. Se no Retronejo temos música para falar de amor, é no Velvet Beats que a paixão encontra lugar. Mais sensorial, as músicas preenchem o ambiente inspirando sensações eróticas.
Ícones: Drake, Tinashe

VELVET BEAT

Cruzamento de R&B com batidas eletrônicas, hip hop e rimas melódicas. Texturas vocais criam um ambiente sensual que é o que melhor define a sonoridade deste mood. As playlists que contemplam o Velvet Beats são usualmente intituladas “Sexy Mood”, “R&B Passion”, “Erotic Time”, “Love Lounge”, “Passion Hour”, entre outros. Se no Retronejo temos música para falar de amor, é no Velvet Beats que a paixão encontra lugar. Mais sensorial, as músicas preenchem o ambiente inspirando sensações eróticas.
Ícones: Drake, Tinashe

MÚSICA DIFERENTE E ORIGINAL, PRODUZIDA MASSIVAMENTE.
A LIBERDADE TOTAL DAS SONORIDADES CRIA O MOOD MAIS INDEPENDENTE.

Mass Indie

mass

SWEET SUNSET

A fusão entre o tradicional folk e as batidas eletrônicas cria um som refrescante e alegre. Música para cantar junto com os amigos num pôr do sol ou chorar com uma melodia doce no ombro de alguém.
Ícones: Mallu Magalhães, The Lumineers, Mumford and Sons

SWEET SUNSET

A fusão entre o tradicional folk e as batidas eletrônicas cria um som refrescante e alegre. Música para cantar junto com os amigos num pôr do sol ou chorar com uma melodia doce no ombro de alguém.
Ícones: Mallu Magalhães, The Lumineers, Mumford and Sons

NORDIC AFFAIR

Mood que evoca todos os sentidos, com sonoridades potentes e profundas, geradas por batidas eletrônicas e pelo abuso de vocais lúdicos cheios de textura. A influência da música nórdica produz vibrações sincopadas que fazem valer todo o dinheiro investido nos fones. Aqui a sensação é de total imersão num overlapping de pensamentos e sensações.
Ícones: Sigur Rós, Noah and the Whale

NORDIC AFFAIR

Mood que evoca todos os sentidos, com sonoridades potentes e profundas, geradas por batidas eletrônicas e pelo abuso de vocais lúdicos cheios de textura. A influência da música nórdica produz vibrações sincopadas que fazem valer todo o dinheiro investido nos fones. Aqui a sensação é de total imersão num overlapping de pensamentos e sensações.
Ícones: Sigur Rós, Noah and the Whale

PÓS-CARNAVÁLIA

Neste cenário os novos representantes da MPB interpretam a identidade nacional por um viés contemporâneo e propõem uma sonoridade mais alternativa. Antes acostumada com a instrumentação acústica, agora a música brasileira se modernizou: elementos eletrônicos tornam-se unânimes na nova linguagem, ora com cautela, ora de forma explícita, sofisticando a aura tropical que sempre marcou nossa música pop. São experimentações sensíveis mediadas por letras envolventes.

Ícones: Tulipa Ruiz, Mahmundi, 5 a Seco

PÓS-CARNAVÁLIA

Neste cenário os novos representantes da MPB interpretam a identidade nacional por um viés contemporâneo e propõem uma sonoridade mais alternativa. Antes acostumada com a instrumentação acústica, agora a música brasileira se modernizou: elementos eletrônicos tornam-se unânimes na nova linguagem, ora com cautela, ora de forma explícita, sofisticando a aura tropical que sempre marcou nossa música pop. São experimentações sensíveis mediadas por letras envolventes.

Ícones: Tulipa Ruiz, Mahmundi, 5 a Seco

RAWK’N’ROLF

O rock aqui se reinventa e se liberta a partir de uma estética menos ocidental. Ao mesmo tempo, é neste mood que encontramos a expressão mais relevante de todo bom rock’n’roll: o refrão. Batidas repetidas que delimitam um espaço mais confortável para a canção. Mais preocupados com a mensagem do que com a rima do “ié ié ié”, as letras contam histórias e instigam a reflexão. A busca é por um som elaborado e, ao mesmo tempo, cru e simples.
Ícones: Thom Yorke, Arcade Fire

RAWK’N’ROLF

O rock aqui se reinventa e se liberta a partir de uma estética menos ocidental. Ao mesmo tempo, é neste mood que encontramos a expressão mais relevante de todo bom rock’n’roll: o refrão. Batidas repetidas que delimitam um espaço mais confortável para a canção. Mais preocupados com a mensagem do que com a rima do “ié ié ié”, as letras contam histórias e instigam a reflexão. A busca é por um som elaborado e, ao mesmo tempo, cru e simples.
Ícones: Thom Yorke, Arcade Fire

NEW PSYCHEDELICS

Uso massivo de tudo que há de tecnologia e analógico inspira esse rock experimental e, principalmente, psicodélico. Sonoridade inédita, mas retrô, que carrega ares sessentistas e setentistas. Numa espécie de déjà vu musical, este mood apresenta texturas fluidas, que embalam e embriagam. Hipnótica e alucinógena, a retomada psicodélica no rock é marcada por solos de guitarras, texturas diferentes na voz, samples eletrônicos e sintetizadores.
Ícones: Tame Impala, Devendra Banhart, Rodrigo Amarante

NEW PSYCHEDELICS

Uso massivo de tudo que há de tecnologia e analógico inspira esse rock experimental e, principalmente, psicodélico. Sonoridade inédita, mas retrô, que carrega ares sessentistas e setentistas. Numa espécie de déjà vu musical, este mood apresenta texturas fluidas, que embalam e embriagam. Hipnótica e alucinógena, a retomada psicodélica no rock é marcada por solos de guitarras, texturas diferentes na voz, samples eletrônicos e sintetizadores.
Ícones: Tame Impala, Devendra Banhart, Rodrigo Amarante

FRICTION ROCK

Vozes processadas e minuciosamente distorcidas. Em contraste à primeira onda do auto-tune, em que as sonoridades eram mais puras e cruas, aqui os ritmos derivam de uma alquimia sonora. Um trabalho árduo na conexão de ritmos eletrônicos e analógicos, ora mais pesados, ora mais leves. Além do abuso de batidas eletrônicas, a guitarra é o instrumento responsável por batizar este mood, com um som intenso e dramático que inspira sonoridades complexas e inéditas.
Ícones: The XX, Bon Iver, Chvrches

FRICTION ROCK

Vozes processadas e minuciosamente distorcidas. Em contraste à primeira onda do auto-tune, em que as sonoridades eram mais puras e cruas, aqui os ritmos derivam de uma alquimia sonora. Um trabalho árduo na conexão de ritmos eletrônicos e analógicos, ora mais pesados, ora mais leves. Além do abuso de batidas eletrônicas, a guitarra é o instrumento responsável por batizar este mood, com um som intenso e dramático que inspira sonoridades complexas e inéditas.
Ícones: The XX, Bon Iver, Chvrches

Heavy Baile

heavy

MÚSICA PARA DANÇAR. PODE TUDO NA PISTA, MENOS FICAR PARADO.

LATIN RECORDS

Depois do sucesso do tecnobrega, o Norte do Brasil abre caminho para os ritmos latinos. Menos regionalizado e com mais misturas sonoras, o som latino-brasileiro ganha as pistas. Rumo ao pop, o carimbó, a cumbia e a lambada surgem com uma estética alter-modernista, que envolve arranjos mais complexos — mas sempre com a finalidade de dançar. Com misturas analógicas e digitais, novas bandas criam um espaço divertido e bem humorado para esses ritmos.
Ícones: Joelma, Gaby Amarantos, Maluma

LATIN RECORDS

Depois do sucesso do tecnobrega, o Norte do Brasil abre caminho para os ritmos latinos. Menos regionalizado e com mais misturas sonoras, o som latino-brasileiro ganha as pistas. Rumo ao pop, o carimbó, a cumbia e a lambada surgem com uma estética alter-modernista, que envolve arranjos mais complexos — mas sempre com a finalidade de dançar. Com misturas analógicas e digitais, novas bandas criam um espaço divertido e bem humorado para esses ritmos.
Ícones: Joelma, Gaby Amarantos, Maluma

NO BULLSHIT AT ALL

As vozes internas, os desejos e a contestação das minorias ganham cada vez mais espaço dentro das rimas, engrandecendo o universo do hip hop. Se antes a representação do rap estava em quase sua totalidade conectada a nomes masculinos e americanos, este mood amplificou as referências sonoras e estéticas. A possibilidade de fazer um som engajado além da rima oferece uma abundância de surpresas inesperadas e totalmente inéditas, mostrando que há muita inovação nas novas influências do rap.
Ícones: Emicida, Kendrick Lamar

NO BULLSHIT AT ALL

As vozes internas, os desejos e a contestação das minorias ganham cada vez mais espaço dentro das rimas, engrandecendo o universo do hip hop. Se antes a representação do rap estava em quase sua totalidade conectada a nomes masculinos e americanos, este mood amplificou as referências sonoras e estéticas. A possibilidade de fazer um som engajado além da rima oferece uma abundância de surpresas inesperadas e totalmente inéditas, mostrando que há muita inovação nas novas influências do rap.
Ícones: Emicida, Kendrick Lamar

PUNCH NOISE

Num crossover entre rap e punk, contemporâneo por causa do trap e do grime, surgem sonoridades violentas, rápidas que alternam bruscamente sua sonoridade em uma faixa só. Pesado, mas viciante, este mood traz influências da Europa Oriental, principalmente de países como Estônia, Polônia e Rússia. Populares nas chamadas festas “Witch House”, o ritmo é sombrio e gótico, mas, mesmo assim, ganhou as pistas. Com rimas de humor negro e misturas bizarras, a pista fica dramática e catártica.
Ícones: Grimes, MIA, Mykki Blanco

PUNCH NOISE

Num crossover entre rap e punk, contemporâneo por causa do trap e do grime, surgem sonoridades violentas, rápidas que alternam bruscamente sua sonoridade em uma faixa só. Pesado, mas viciante, este mood traz influências da Europa Oriental, principalmente de países como Estônia, Polônia e Rússia. Populares nas chamadas festas “Witch House”, o ritmo é sombrio e gótico, mas, mesmo assim, ganhou as pistas. Com rimas de humor negro e misturas bizarras, a pista fica dramática e catártica.
Ícones: Grimes, MIA, Mykki Blanco

PUMP IT UP

Vida longa ao EDM! A dance music tem passado por um revival nos úlltimos anos, assim como outras expressões culturais dos anos 90. Cantoras como Lasqo, Gala e Corona são lembradas com nostalgia por quem viveu a sonoridade de uma década tão rica quanto divertida. Antes visto como um passado ligeiramente cafona, a Electronic Dance Music ganha ecos cult. Novas bandas assumem a música dançante como uma ode aos anos 90, tratando o estilo com fervorosa fidelidade. São batidas nervosas que fervem as pistas e convidam qualquer um a dançar com as mãos para o alto.
Ícones: Charli XCX, Sia, HAIM

PUMP IT UP

Vida longa ao EDM! A dance music tem passado por um revival nos úlltimos anos, assim como outras expressões culturais dos anos 90. Cantoras como Lasqo, Gala e Corona são lembradas com nostalgia por quem viveu a sonoridade de uma década tão rica quanto divertida. Antes visto como um passado ligeiramente cafona, a Electronic Dance Music ganha ecos cult. Novas bandas assumem a música dançante como uma ode aos anos 90, tratando o estilo com fervorosa fidelidade. São batidas nervosas que fervem as pistas e convidam qualquer um a dançar com as mãos para o alto.
Ícones: Charli XCX, Sia, HAIM

MÚSICA PARA DESPERTAR OS SENTIMENTOS E A IMAGINAÇÃO. VIVÊNCIA DE OUTRA DIMENSÃO.

Dystopia

dystopia

DRAMA KINGDOM

Os sons delicados e intensos da angústia. 
Ver beleza na tristeza é a solução encontrada por estes artistas para lidarem com suas lágrimas. Encantadoramente depressivos, veem o drama como uma experiência cinematográfica e tratam suas angústias pelo viés do glamour.
 A sonoridade é lenta e cênica; a poesia é crua e reveladora. No reino do drama, o sofrimento tem alma feminina, tão delicada quanto a expressividade do canto.
Ícones: Lorde, Adele, Lana Del Rey

DRAMA KINGDOM

Os sons delicados e intensos da angústia. 
Ver beleza na tristeza é a solução encontrada por estes artistas para lidarem com suas lágrimas. Encantadoramente depressivos, veem o drama como uma experiência cinematográfica e tratam suas angústias pelo viés do glamour.
 A sonoridade é lenta e cênica; a poesia é crua e reveladora. No reino do drama, o sofrimento tem alma feminina, tão delicada quanto a expressividade do canto.
Ícones: Lorde, Adele, Lana Del Rey

SOPHIST POP

A diversão pasteurizada do pop americano evoluiu para ritmos que vão além de fazer cantar e dançar: convidam à reflexão e potencialização dos sentidos, emoções e interpretações. O pop libertou-se da repetição de hits e criou uma sonoridade mais eletrônica e engajada. Este mood oferece mais sofisticação, porém também exige maior percepção dos ouvidos.
Ícones: ZHU, Kelela, Kaskade

SOPHIST POP

A diversão pasteurizada do pop americano evoluiu para ritmos que vão além de fazer cantar e dançar: convidam à reflexão e potencialização dos sentidos, emoções e interpretações. O pop libertou-se da repetição de hits e criou uma sonoridade mais eletrônica e engajada. Este mood oferece mais sofisticação, porém também exige maior percepção dos ouvidos.
Ícones: ZHU, Kelela, Kaskade

HYPNOTIC LIFT

Longos espaços de silêncio criam sonoridades experimentais e harmoniosas para orquestrar o dia a dia. A expansão da música ambiente é potencializada. Existem novas possibilidades de situação através de sonoridades menos ativas. A vida agora tem mesmo trilha sonora e muitas partes da rotina exigem uma música que ajude na concentração e tranquilidade, equalizando o ambiente de forma discreta e delicada.
Ícones: Air, Moby, Goldfrapp

HYPNOTIC LIFT

Longos espaços de silêncio criam sonoridades experimentais e harmoniosas para orquestrar o dia a dia. A expansão da música ambiente é potencializada. Existem novas possibilidades de situação através de sonoridades menos ativas. A vida agora tem mesmo trilha sonora e muitas partes da rotina exigem uma música que ajude na concentração e tranquilidade, equalizando o ambiente de forma discreta e delicada.
Ícones: Air, Moby, Goldfrapp

DESTROPICÁLIA

Não são mulheres, não são homens, não são aliens! Os novos artistas brasileiros cultivam valores contemporâneos e criam uma nova cena na performance musical brasileira, sem o “bom-mocismo“ da MPB. Esta nova mistura se apresenta por meio de uma performance artística mais complexa, cheia de presença e uso do corpo, porém sem o compromisso simplista e antiquado de fixar uma identidade purista de cantor ou cantora. São artistas que apostam na fluidez entre ritmos brasileiros e inspiram para além das performances, criando uma sonoridade original que bebe nas raízes do Brasil, conectando batidas eletrônicas com ritmos tradicionais.
Ícones: Jaloo, Liniker, Alice Caymmi

DESTROPICÁLIA

Não são mulheres, não são homens, não são aliens! Os novos artistas brasileiros cultivam valores contemporâneos e criam uma nova cena na performance musical brasileira, sem o “bom-mocismo“ da MPB. Esta nova mistura se apresenta por meio de uma performance artística mais complexa, cheia de presença e uso do corpo, porém sem o compromisso simplista e antiquado de fixar uma identidade purista de cantor ou cantora. São artistas que apostam na fluidez entre ritmos brasileiros e inspiram para além das performances, criando uma sonoridade original que bebe nas raízes do Brasil, conectando batidas eletrônicas com ritmos tradicionais.
Ícones: Jaloo, Liniker, Alice Caymmi

Essa variedade de playlists possíveis, num percurso de exploração de discografias e videografias de artistas do mundo todo, mostra que a música segue seu estigma de romper barreiras e de fortalecer gostos e identidades únicos. Os moods, pela própria abrangência, englobam todas possibilidades, níveis e variedades de energia que buscamos nas nossas canções favoritas. Uma nova forma de curadoria musical – pautada por cada pessoa, cada uma à sua maneira.