Todos nós devemos, em nossa vida coletiva, seguir regras. Para fiscalizar essas regras existem não só o policial, o guarda de trânsito, mas também o cidadão comum. A convivência social de todo indivíduo é regulada pelas leis e pela moral. No entanto, a regulamentação não é capaz de sumir com as paixões humanas. Se o controle permite a convivência em sociedade, pois entre nós existe um acordo que nos libera para agir de maneira autônoma respeitando os limites da existência de outras pessoas, ele também faz nascer um segundo mundo secreto.

COMO REFERÊNCIA DE INDIVIDUALIDADE E DE CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO, O SEGUNDO MUNDO REPRESENTA A POSSIBILIDADE DE LIBERDADE PARA SERMOS QUEM SOMOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS OLHOS. AOS OLHOS DO MUNDO, PORÉM, ATUAMOS NUM PALCO NO QUAL SE TECEM AS RELAÇÕES QUE CONSTITUÍMOS E É NESSE ESPAÇO DE ALTERNÂNCIAS QUE DEBATEMOS MUDANÇAS ÍNTIMAS OCORRIDAS NO UNIVERSO FEMININO E QUESTIONAMOS DE QUE FORMA ESSAS TRANSFORMAÇÕES EXTRAPOLAM A ESFERA PRIVADA E IMPACTAM O CONVÍVIO EM A SOCIEDADE.

Por esse viés, desvelar o universo feminino do passado é reconhecer a sociedade que valoriza os segredos. O que estava oculto ontem é completamente diferente do que escondemos atualmente, que é distinto do que esconderemos amanhã. Falar publicamente sobre os segredos do presente é discutir o que se espera da mulher brasileira, é questionar os limites hoje impostos à sua existência e dar espaço para que elas sejam livres, leves e principalmente confiantes. Mas seria possível conceber uma “história dos segredos”?

As pessoas imaginam que os significados dos termos segredo e intimidade já foram esclarecidos e são compreendidos por todos, mas não. Na verdade, o segredo tem praticamente data de nascimento. A própria palavra “segredo” só apareceu no século XV, proveniente do latim secretus, particípio passado do verbo secerno, que significa “separar”, “colocar à parte”. Antes do século XV, os estudos sobre o indivíduo eram muito rasos e superficiais.

No século XII, a Europa medieval assistiu a uma virada no desenvolvimento da noção de “pessoa”. Até então, a ideia de convivência em grupos prevalecia e o sujeito que vagava solitário era visto como louco. Na época feudal, como relatou o historiador Georges Duby, o espaço no interior das grandes moradas não era concebido para favorecer a privacidade. Antigamente, até as viagens eram realizadas pelo menos em duplas. Com o passar do tempo essa perspectiva mudou. A aceleração da economia feudal colaborou para isso, com o surgimento de estradas, mercados e vilas.

Um dos sintomas mais claros dessa transformação foi a multiplicação de textos autobiográficos, cartas pessoais, envelopes, chaves e baús particulares. Começa-se a afirmar: eu sou diferente de você, mesmo pertencendo ao mesmo grupo. É claro que, mesmo antes, o segredo existia enquanto segredo de Estado, segredo militar, além das fórmulas secretas de determinados povos antigos. Contudo, o que começava a entrar em jogo era o segredo umbilicalmente ligado às noções de privacidade e de individualidade.

A partir do século XVIII, com as revoluções burguesas, a noção de indivíduo passou a ser a protagonista do jogo social, alavancada pelo ideal de Liberdade. O homem que vaga solitário pelas ruas da capital das luzes já não é considerado louco. Passa-se a dizer: eu não sou apenas diferente do outro, como também sou único e tenho arbítrio na construção da minha identidade.

SÉCULO XII

Na Idade Média, a Europa começou a valorizar a noção de pessoa, com a multiplicação de textos autobiográficos, chaves e baús particulares.

SÉCULO XIII

Com a Revolução Francesa e a Revolução Industrial na Inglaterra, a noção de indivíduo vira a protagonista no dia a dia das grandes cidades.

SÉCULO XIX

O diário pessoal foi uma verdadeira febre no século das luzes. Todos queriam construir as próprias histórias por meio dos segredos!

SÉCULO XX

O movimento feminista mudou as regras do jogo social nos anos 60 e, com elas, os segredos femininos.

SÉCULO XXI

Na era das redes sociais, passamos mais tempo escolhendo o que mostrar e editando nossas personalidades do que aparecendo publicamente.

As mulheres foram relegadas ao mundo privado, em que os holofotes não as alcançavam, com atividades que não as projetavam para um lugar de destaque e muito menos as levavam a entrar para a História. Elas foram mantidas longe de espaços onde se produzia conhecimento, decisões econômicas e políticas, desenvolvimento científico e inovação tecnológica. Nesse universo, só viviam elas e as crianças. E os homens ocupavam o espaço público.

Diante das limitações históricas à construção e expressão de sua individualidade, as mulheres precisaram lutar para emergir com autonomia e questionar os papéis socialmente herdados que lhes atribuíam. Este ainda é um processo em construção para fortalecer a autonomia feminina.

A mesma estrutura social que permitiu a existência do indivíduo limitou-o com leis seculares, morais e religiosas. Neste mundo de normas, para se manter realmente único, cada indivíduo deve recorrer a um refúgio subterrâneo: o mundo dos segredos. O diário pessoal, febre no século XIX, evidenciou exatamente esta necessidade de construção da individualidade por meio do segredo. É o que o sociólogo Georg Simmel batiza de segundo mundo.

O segundo mundo é a nossa extensa coleção de segredos guardados a sete chaves em baús físicos ou psíquicos. Cada indivíduo tem o seu universo particular. O conjunto do que deve permanecer oculto compõe o segundo mundo. Dentro dele vão tabus, medos, vergonhas, excentricidades, isto é, tudo aquilo que o primeiro mundo, da vida pública, das leis e da moral, expele. As paixões humanas, ordenadas pelas regras sociais e morais, são o magma escondido sob essa montanha de normatividade.

Os segredos são formas de dar sentido e vazão aos atos e gestos que não são percebidos como adequados à vida social. Não precisa ser algo nocivo à sociedade, pode ser algo simplesmente banal. Às vezes, nem se ama mais a pessoa com quem esteve, mas há muita dificuldade em abandonar alguns hábitos e objetos: é como se as pessoas deixassem de ser quem realmente. Quão difícil não é jogar fora cartas de um relacionamento acabado? Isto porque sem segredos não há indivíduo.

A existência do segundo mundo demarca territórios de individualidade. A psicanálise freudiana coloca que o filho só se diferencia definitivamente da mãe quando percebe que esta lhe oculta determinadas informações. Se ela tem segredos, ele também pode ter. O nascimento do segundo mundo dele é o nascimento de sua individualidade.

Somos definidos pelo que escondemos e quanto mais regras mais segredos. Sartre foi preciso ao afirmar que o “totalitarismo gera mais segredos do que persegue”. O aumento na quantidade de interdições apenas faz com que as pessoas estufem os seus baús com novos objetos prezados. Com mudanças nas regras do mundo manifesto, muda-se também o segundo mundo.

EM BOA PARTE DO SÉCULO PASSADO, POR EXEMPLO, A NÃO VIRGINDADE DE UMA MULHER SOLTEIRA PERTENCIA AO SEGUNDO MUNDO, DEVERIA SER ESCONDIDA. COM OS QUESTIONAMENTOS LEVANTADOS PELOS MOVIMENTOS FEMINISTAS, PRINCIPALMENTE NA DÉCADA DE 1960, ISSO MUDOU. HOJE, É A MULHER QUE SE MANTÉM VIRGEM ANTES DO CASAMENTO QUE PREFERE CONSERVAR ESTE FATO EM SEGREDO. O SEGUNDO MUNDO SEMPRE SE MOLDA AOS VALORES VIGENTES EM DETERMINADO TEMPO E ESPAÇO.

Se nele habitam nossas vergonhas e medos, o segundo mundo é, contudo, responsável pela ampliação da vida. Somos mais autênticos, mais próximos de nossa essência, mais fiéis a nossos impulsos neste mundo paralelo, que nos acompanha sempre e que se modifica a partir do contexto e das pessoas com quem convivemos.

Os segredos se transformam ao longo da vida, mudam porque as pessoas mudam. Mudam porque o mundo muda. As pessoas pertencem a gerações distintas e também vivem momentos pessoais completamente diversos. Cada pessoa possui dois tempos, individual e social, os segredos acompanham as mudanças desses tempos.

No tempo individual, a tendência é que infância e velhice sejam períodos de poucos segredos, enquanto é provável que a vida adulta seja completamente tomada por eles. Não é que deixamos de agir de acordo com regras e a moral, mas "relativizamos", a partir de nossas experiências de vida, a importância que determinados segredos têm. Com o tempo só sobram os mais sérios.

Só não podemos esquecer o tempo social. Os segredos também mudam conforme se transformam as regras do jogo. Se a pessoa nasceu em um espaço rural, no começo do século XX, ela pode até mesmo acreditar que não teve segredos, ou pode realmente ter mantido poucos, tamanha a pressão de sua identidade herdada.

Somos netos da modernidade, por isso livres para definirmos nossas identidades. Como escritores de histórias, sempre compartilhadas, construímos nosso eu exibindo aos outros o que desejamos ser. Estes desejos não precisam ser únicos. As histórias não precisam ser coesas. Para cada contexto, produzimos uma representação daquilo que sentimos ser. Entre colegas de trabalho, familiares, amigos, amantes, anônimos, estamos sempre praticando nossa liberdade criativa no desenho de nossa identidade.

Na vida das cidades, o cidadão anônimo parece estar sempre a um passo de ter sua individualidade anulada pela multidão. A manutenção da vida íntima é sua forma de se manter único. Escolher o que mostrar e o que não mostrar é se afirmar enquanto indivíduo. Hoje, em tempos de redes sociais, passamos mais tempo escolhendo o que mostrar, editando nossas personalidades, do que propriamente mostrando nossa face pública, editando a imagem que queremos exibir naquele presente momento. Não é tão surpreendente a atual mania dos tabloides que tratam da vida privada das celebridades. É a partir dos segredos delas, mesmo dos mais banais, que a sociedade coloca em pauta as próprias obsessões.

Entre o público e o privado circulam nossos segredos. Protegemos nossos atos envergonhados, medos, desejos proibidos, sonhos não esperados, editando o que queremos ou não mostrar aos nossos diferentes núcleos de convívio. A tecnologia é grande aliada neste exercício. Em meio à aparente ampliação do acesso à vida privada, a que acompanhamos na última década com a emergência das redes sociais e afins, está a sofisticação do controle sobre as respostas atreladas à primeira pergunta: “quem é você?”.

O PALCO é o ambiente da vida coletiva, da convivência pública. É nele que estabelecemos relações com outras pessoas. Aqui estamos sujeitos a avaliações e críticas, então sempre tendemos a mostrar apenas aquilo que consideramos melhor em nós. Muito é mantido em segredo.

Os BASTIDORES são nossa intimidade. O lugar onde guardamos nossos mais prezados segredos, em que desfrutamos o conforto de estar livres de julgamentos. Aquele momento em que nos “editamos”, calmamente, para a exibição pública.

No âmbito da emancipação feminina, essa face pública tem ganhado novos contornos a partir do fortalecimento das redes de colaboração, as quais trazem luz a segredos e questões do segundo mundo prementes no atual debate sobre empoderamento e direito das mulheres.

Hoje, um batalhão de mulheres está à frente de vários dos avanços contemporâneos da humanidade. Conectadas em rede, elas encorajam outras a participar desse turbilhão de novidades, porque o mundo agora requer habilidades que as mulheres desenvolveram ao longo de sua história. Nesse cenário, a tecnologia as favorece e encoraja, visto que lá atrás elas aprenderam a trabalhar em colaboração.

“Eu não gosto daqueles papéis que me impõem, não!
Eu gosto de ser eu.”
ANA, 54 ANOS, RECIFE

Estamos tomando consciência de que na vida prática é possível não seguir o modelo de papéis de gênero e expectativas sociais preestabelecidas historicamente. Essa constatação não ocorreu da noite para o dia, e as mulheres, aos poucos, foram descobrindo por que algumas tarefas lhes eram empurradas exclusivamente. Quando isso ocorre, isto é, quando alguém compreende os porquês de algumas ações e como elas são realizadas, ela está pronta para dar saltos maiores.

Um dos mais importantes pensadores do século XX, o suíço Jean Piaget publicou, no fim dos anos 1970, a obra “A Tomada de Consciência”. Ele estudou como se dá a passagem da forma prática do conhecimento (saber fazer) para a do pensamento (compreender), que ocorre sempre que alguém toma consciência da ação praticada. É isso que vem acontecendo com a mulher.

Hoje, a informação circula livremente. Passamos a ter contato com o passado e com a nossa história de maneira mais intensa e esclarecedora, inclusive em um ambiente digital que nos permite mais trocas. Podemos saber, em poucos cliques, de episódios de opressão, ou de movimentos nos quais as mulheres foram protagonistas. As experiências do presente ganham evidência e relevância e, imediatamente, nos abrem a percepção de que um problema individual pode ser um problema de todas. Isso deixa as mulheres mais unidas, fortes e conscientes.

Todos os dias, milhões de mulheres acordam se perguntando: “Será que realmente é isso que eu quero?”. A insatisfação com a própria resposta leva a outra pergunta: “Se não é isso, o que é então?”. A esses questionamentos, muitas vezes, soma-se o não dito, o secreto, o oculto – mas que, ironicamente, não é exclusivo de uma pessoa e pode, sim, representar questões que povoam os segundos mundos de todas as mulheres.

REDES E MOBILIZAÇÕES

Enquanto atuavam apenas no ambiente doméstico, as mulheres ficaram isoladas do mundo e das coisas importantes. Entretanto, esse isolamento também pode ser visto de outra forma: estavam conectadas, ajudavam umas às outras, desenvolviam planos, faziam escolhas, definiam estratégias, criavam métodos. Silenciosas, discretas, ativas e fortes, criaram maneiras de enfrentar e resolver problemas de homens e mulheres. Se não tinham acesso ao público, agora têm.
E CADA BATALHA RESULTOU EM MARCOS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE:

O PRIMEIRO
EMPREGO

A PRIMEIRA
JUÍZA

O PRIMEIRO
DIVÓRCIO

O PRIMEIRO
BIQUÍNI

O PRIMEIRO
VOTO

Todos esses marcos desconstruíram o modelo anterior, ultrapassado. Mas ainda há muito para ser conquistado.

Chegamos à época em que as mulheres estão consolidando suas redes de apoio. De forma colaborativa, porque essa trajetória é coletiva, e resgatando as histórias das gerações passadas.

Hoje o universo feminino está pronto para se expandir. Potencializada e ampliada pela tecnologia, essa rede de colaboração pode encontrar apoio, inspiração e impulso de modo quase instantâneo. Em qualquer parte do mundo, meninas e mulheres podem se conectar a pessoas que, muitas vezes sem saber, estão no mesmo barco. Essa união está ocorrendo de um jeito novo, mais abrangente e inclusivo.

Nessa lógica, percebemos que o que era privado precisava se tornar público, e o segundo mundo aos poucos foi se infiltrando na realidade exposta ao mundo. Culpas e receios foram ficando pelo caminho para dar origem a uma nova postura. A TECNOLOGIA DEU ÀS MULHERES AS HASHTAGS, E ELAS DEVOLVERAM AO MUNDO:

#ASKHERMORE

#VAMOSJUNTAS?

#MEXEUCOMUMAMEXEUCOMTODAS

O ativismo ganhou outras colorações e proporções muito maiores. Ao percebermos que questões individuais são, na verdade, coletivas, torna-se possível que as mulheres ajudem umas às outras, tomando coragem para expressar e expor histórias que precisam ser contadas e tiradas das sombras.

Esses são exemplos de movimentos criados nas redes sociais em que a força inicial da mobilização de algumas mulheres rapidamente tomou conta do debate da sociedade. Certamente é um caminho sem volta, posto que essas bandeiras passam a ser ouvidas e discutidas publicamente. Essa colaboração em escalas globais oferece a possibilidade de juntar o aprendizado no espaço privado às possibilidades de ação na esfera pública.

Atualmente há um incontável número de redes de suporte entre mulheres, nas mídias sociais, em aplicativos, programas de TV e blogs. Em grupo, elas protestam e reivindicam avanços relacionados às mais diversas pautas, tais como liberdade e igualdade entre os gêneros; reconhecimento dos direitos econômicos, sociais e culturais; direito à educação e defesa dos direitos sexuais e reprodutivos; direito sobre a gestação, com acesso de qualidade à concepção e/ou contracepção; descriminalização do aborto e questões relacionadas à violência contra a mulher.

Os movimentos pela humanização do parto, que contribuíram para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelecesse novas regras para estimular o parto normal e reduzir as cesarianas desnecessárias, são um exemplo disso:

2006

Lei Maria da Penha, criada no Brasil para aumentar o rigor das punições e ajudar a coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

2010

A Assembleia Geral da ONU cria a ONU Mulheres, uma entidade das Nações Unidas com alcance global para a igualdade de gênero e empoderamento feminino.

2016

Sancionada a lei 13.272/2016, que instituiu 2016 como o Ano do Empoderamento da Mulher na Política e no Esporte.

Mas se falamos da relação da mulher consigo mesma e da mulher em colaboração com outras mulheres, de que forma todas essas transformações, emancipações e conquistas impactam os relacionamentos afetivos e os casais? E como o segundo mundo se constrói diante das novas possibilidades de relacionamento da sociedade atual?

Não é possível projetar o futuro das mulheres sem olhar para o presente, ainda menos sem entender as relações e a sociedade que as cercam. Para entender a formação e o crescimento da mulher como indivíduo é preciso entender a sua relação com o outro que faz parte de sua vida.

O maior potencial de mudanças nos papéis da mulher no futuro está incubado dentro dos casais. O espaço íntimo, o segundo mundo dos casais, suscita e potencializa as transformações que observamos na sociedade como um todo. Nesse sentido, uma nova tipologia dos casais demonstra os terrenos em que essas alterações são nutridas ou rechaçadas no segundo mundo dividido a dois.

Tomar consciência sobre a formação da mulher como indivíduo, com seus segredos, quer sejam únicos ou comuns a outras redes de relacionamentos, é uma atitude revolucionária. Isso muda a História. O segundo mundo cede aos poucos o lugar dos tabus àquilo que é simplesmente pessoal e intransferível: a individualidade. Uma mudança intrínseca capaz de revelar a força do autoconhecimento na construção de realidades mais inclusivas, colaborativas e verdadeiramente transformadoras.

FONTES:
Cá entre nós (2015) — Inesplorato
Prezados Segredos (2015) — Inesplorato
Colaborativas (2016) — Vox (we study people)