Toda expressão cultural e artística está sempre ligada ao contexto em que é produzida. Para além da autoria de uma obra, o momento histórico no qual ela se situa também contribui para o seu próprio desenvolvimento, refletindo o espírito de uma época. Com as séries, não poderia ser diferente: elas são a representação e a memória de um tempo, do tempo em que vivemos. Suas histórias, seus personagens e sua estética estão atrelados ao período em que foram pensadas. Mas quando surgiram as séries? De que modo elas se integram às nossas vidas? E quem, afinal, é o público consumidor deste formato audiovisual?

As séries passaram por uma longa jornada até chegarem ao formato que conhecemos hoje. O conceito de conteúdo audiovisual seriado ou filmes sequenciais com um número limitado de episódios existe desde os primórdios do século 20. Entre 1908 e 1920, o cinema se desenvolveu através dos chamados filmes em série ou seriados, que se tornaram a grande atração das casas de projeção. Essa inovação não era, porém, uma criação do cinema – na época, em especial na França, eram populares os fascículos quinzenais, publicados de forma parcial e sequenciada, com histórias policiais e de aventuras, os quais sem demora se espalharam por toda Europa. Acompanhar uma história dividida em partes lançadas periodicamente angariou uma legião de pessoas, aguçando a ansiedade e a curiosidade do público por meio de ganchos irresistíveis, intencionalmente criados para prender a atenção.   

Foi na França, portanto, que o seriado cinematográfico surgiu, com "Nick Carter, Le Roi des Détectives", em 1908, baseado nos fascículos, sob direção de Victorin Jasset. Foram produzidos seis episódios, cada um com lançamento cronometrado em intervalos quinzenais, no intuito de criar um senso de continuidade com o público. Diante do sucesso da série, várias imitações foram produzidas, como “Raffles” e “Sherlock Holmes” na Dinamarca, e “Nick Carter” na Alemanha.

as séries passaram por uma longa jornada...

1908

Nick Carter - Le Roi Des Détectives

1936

Flash Gordon

1952

I Love Lucy

1963

Doctor Who

1964

A Feiticeira

1965

Jeannie é um Gênio

1970

M*A*S*H

1972

A Grande Família

1976

As Panteras

Apesar de existir muita história para contar desde que as séries começaram a ser produzidas até a atualidade, a memória coletiva desse universo do jeito que conhecemos hoje começa partir do início dos anos de 1990. Foi a partir dessa época que as produções passaram a compartilhar certas características com maior incidência e fortaleceram a cultura das séries.

Do início da década de 1990 até os dias atuais, passamos por três grandes ondas de produção que capturaram os sentimentos das pessoas e do contexto histórico e fizeram com que as séries se tornassem o fenômeno cultural que atualmente mobiliza milhões de espectadores. Essas divisões no tempo, no conteúdo e nas plataformas utilizadas indicam mudanças de consumo e as preferências dos espectadores, assim como o panorama das criações adjacentes nos campos das séries, das novelas, do cinema e da tecnologia de modo geral.

A Marola

O período da primeira grande onda das séries corresponde a um momento em que a linearidade e a compartimentação do tempo norteavam a vida das pessoas – o tempo do trabalho e o tempo do lazer eram bem demarcados. O entretenimento de massa correspondia ao conteúdo desenvolvido por grandes produtores. As narrativas eram pouco complexas e, por isso, tinham maior alcance de público. Nesse momento, as novelas ocupavam um grande espaço na televisão brasileira – sem possibilidade de mobilidade, não havia muitas opções a não ser assistir à TV na sala ou no quarto, normalmente compartilhando com os membros da casa. Por outro lado, o cinema era encarado como plataforma de inovação e espaço do lazer. Os filmes estavam em uma de suas épocas de ouro e ocupavam um espaço de vanguarda no conteúdo e nas técnicas de produção.

 

#linearidade #horacerta #simplicidadenarrativa #amplitudedehistória #episódiosindependentes  #grandesproduções #indústriadeconteúdo #conteúdodemassa #cinemaavant-garde  #devicesestáticos #compartilhamentodeuso #tvaberta

A grande virada

Com a proximidade da virada do milênio, as transformações em curso na sociedade indicavam que adentrávamos a era da fragmentação e da porosidade dos tempos. A esse momento corresponde o início da segmentação de conteúdo com o advento da TV fechada, que começa a integrar o dia a dia dos brasileiros. Como reflexo desse momento, as narrativas se tornam mais complexas e apresentam personagens mais profundos e menos arquetípicos. As narrativas são mais focadas, divididas em menos episódios e com uma trama entrelaçada. Embora haja conteúdo inovador produzido pela televisão, ainda não há reconhecimento por ela própria, pois são iniciativas pontuais que não se encadeiam em um movimento amplo que afete de maneira estrutural aquilo que é produzido e oferecido ao público. Apesar dos programas de televisão, principalmente as séries, começarem a trabalhar um conteúdo mais mundano e complexo, as novelas continuam pautadas pela clássica jornada do herói. Nesse período, o computador começa a integrar o arsenal de aparelhos eletrônicos das famílias, marcando um momento de início da mobilidade e de popularização de conteúdos pirateados, muitas vezes consumidos nos aparelhos de DVD, que, por sua vez, começam a alavancar o consumo das séries e a possibilitar as maratonas de exibição. A indústria cinematográfica se volta à produção de filmes cujo maior encanto se realiza nas salas de cinema.
 

#porosidade #fragmentação #excessoeacesso #segmentação #tramascomplexas #sequêncianarrativa #históriasmaiscurtasefocadas #personagenscomplexos #DVD #TVpaga #pirataria #cinemaparacinema

O tsunami

O período dos últimos anos aprofunda ainda mais a fluidez, aceleração e fragmentação do tempo – combinação que resulta numa sensação de instabilidade e de falta de referências temporais e de espaço. Há uma explosão de narrativas e de subjetividades. O entretenimento passa a ser feito também pelo público, num fluxo de criatividade e liberdade não mais atrelado a grandes produtoras. A programação fixa dos canais de TV ainda mantém seu público pela lógica da transmissão ao vivo, mas agora entram em jogo novos players: as grandes empresas de streaming, como Netflix, Amazon Prime e Hulu, surgem como plataformas que podem ser abertas em qualquer device e fornecem mobilidade e controle ao público. Permanece, contudo, a apreciação do cinema como suporte a grandes produções feitas para serem assistidas naquele ambiente específico. Depois deste tsunami, o mundo das séries nunca mais foi o mesmo. 

#aceleração #hiperfragmentação #vidaempílulas #cliffhangers #eastereggs  #bingewatching #entrelacesdetramas #espiraldeconsumo #sequenciament#conteúdonichado  #todossãoprodutores #multinarrativas #desconexão #elaboração  #supremaciadoconteúdotelevisivo #plataformasdeconteúdo #mobilidade #multiplataformas

Do início da década de 1990 até os dias atuais, passamos por três grandes ondas de produção que capturaram os sentimentos das pessoas e do contexto histórico e fizeram com que as séries se tornassem o fenômeno cultural que atualmente mobiliza milhões de espectadores. Essas divisões no tempo, no conteúdo e nas plataformas utilizadas indicam mudanças de consumo e as preferências dos espectadores, assim como o panorama das criações adjacentes nos campos das séries, das novelas, do cinema e da tecnologia de modo geral.

A Marola

O período da primeira grande onda das séries corresponde a um momento em que a linearidade e a compartimentação do tempo norteavam a vida das pessoas – o tempo do trabalho e o tempo do lazer eram bem demarcados. O entretenimento de massa correspondia ao conteúdo desenvolvido por grandes produtores. As narrativas eram pouco complexas e, por isso, tinham maior alcance de público. Nesse momento, as novelas ocupavam um grande espaço na televisão brasileira – sem possibilidade de mobilidade, não havia muitas opções a não ser assistir à TV na sala ou no quarto, normalmente compartilhando com os membros da casa. Por outro lado, o cinema era encarado como plataforma de inovação e espaço do lazer. Os filmes estavam em uma de suas épocas de ouro e ocupavam um espaço de vanguarda no conteúdo e nas técnicas de produção. 

#linearidade #horacerta #simplicidadenarrativa #amplitudedehistória #episódiosindependentes  #grandesproduções #indústriadeconteúdo #conteúdodemassa #cinemaavant-garde  #devicesestáticos #compartilhamentodeuso #tvaberta

A grande virada

Com a proximidade da virada do milênio, as transformações em curso na sociedade indicavam que adentrávamos a era da fragmentação e da porosidade dos tempos. A esse momento corresponde o início da segmentação de conteúdo com o advento da TV fechada, que começa a integrar o dia a dia dos brasileiros. Como reflexo desse momento, as narrativas se tornam mais complexas e apresentam personagens mais profundos e menos arquetípicos. As narrativas são mais focadas, divididas em menos episódios e com uma trama entrelaçada. Embora haja conteúdo inovador produzido pela televisão, ainda não há reconhecimento por ela própria, pois são iniciativas pontuais que não se encadeiam em um movimento amplo que afete de maneira estrutural aquilo que é produzido e oferecido ao público. Apesar dos programas de televisão, principalmente as séries, começarem a trabalhar um conteúdo mais mundano e complexo, as novelas continuam pautadas pela clássica jornada do herói. Nesse período, o computador começa a integrar o arsenal de aparelhos eletrônicos das famílias, marcando um momento de início da mobilidade e de popularização de conteúdos pirateados, muitas vezes consumidos nos aparelhos de DVD, que, por sua vez, começam a alavancar o consumo das séries e a possibilitar as maratonas de exibição. A indústria cinematográfica se volta à produção de filmes cujo maior encanto se realiza nas salas de cinema.

#porosidade #fragmentação #excessoeacesso #segmentação #tramascomplexas #sequêncianarrativa #históriasmaiscurtasefocadas #personagenscomplexos #DVD #TVpaga #pirataria #cinemaparacinema

O tsunami

O período dos últimos anos aprofunda ainda mais a fluidez, aceleração e fragmentação do tempo – combinação que resulta numa sensação de instabilidade e de falta de referências temporais e de espaço. Há uma explosão de narrativas e de subjetividades. O entretenimento passa a ser feito também pelo público, num fluxo de criatividade e liberdade não mais atrelado a grandes produtoras. A programação fixa dos canais de TV ainda mantém seu público pela lógica da transmissão ao vivo, mas agora entram em jogo novos players: as grandes empresas de streaming, como Netflix, Amazon Prime e Hulu, surgem como plataformas que podem ser abertas em qualquer device e fornecem mobilidade e controle ao público. Permanece, contudo, a apreciação do cinema como suporte a grandes produções feitas para serem assistidas naquele ambiente específico. Depois deste tsunami, o mundo das séries nunca mais foi o mesmo.

#aceleração #hiperfragmentação #vidaempílulas #cliffhangers #eastereggs #bingewatching #entrelacesdetramas #espiraldeconsumo #sequenciament#conteúdonichado  #todossãoprodutores #multinarrativas #desconexão #elaboração #supremaciadoconteúdotelevisivo #plataformasdeconteúdo #mobilidade #multiplataformas

A paixão pelas histórias seriadas tem gerado cada vez mais público e transformado esse consumo em hábito. Entre as pessoas entrevistadas para este estudo, cerca de metade da população com 16 anos ou mais das classes ABC dos locais pesquisados é consumidora de séries. Só nestas praças são mais de 20 milhões de consumidores.

porcentagem-m

Fonte: IBGE/PNAD 2017 | Base: Total arrolamento – 1.665 entrevistas

Entre o público que costuma assistir às séries, o repertório é amplo: ao mencionar apenas a primeira série que vem à cabeça, foram citadas 182 produções diferentes. Mas qual seria o principal motivo para as pessoas gostarem tanto de assistirem às séries? A resposta mais frequente é: por puro prazer!

Para o consumidor de séries, a TV ainda é o device mais usado e preferido, embora o celular, entre outros aparelhos, também venha sendo utilizado para esse fim.

DEVICES USADOS PARA ASSISTIR A SÉRIES

Base: Total da amostra – 1.250 entrevistas

As séries, contudo, respondem por apenas um dos gêneros que disputam a atenção dos usuários. Entre a variedade de conteúdos a que as pessoas são expostas diariamente, o filme é o gênero mais assistido pelos consumidores de séries, mas a frequência de consumo evidencia que a concorrência está em todos os outros. Notícias e jornalismo, novelas ou esportes são conteúdos consumidos todos ou quase todos os dias.

Para o consumidor de séries, a TV ainda é o device mais usado e preferido, embora o celular, entre outros aparelhos, também venha sendo utilizado para esse fim.

DEVICES USADOS PARA ASSISTIR A SÉRIES


Base: Total da amostra – 1.250 entrevistas

As séries, contudo, respondem por apenas um dos gêneros que disputam a atenção dos usuários. Entre a variedade de conteúdos a que as pessoas são expostas diariamente, o filme é o gênero mais assistido pelos consumidores de séries, mas a frequência de consumo evidencia que a concorrência está em todos os outros. Notícias e jornalismo, novelas ou esportes são conteúdos consumidos todos ou quase todos os dias.

Base: Total da amostra – 1.250 entrevistas

A acessibilidade das ferramentas e dos meios de disponibilização dos conteúdos está transformando a perspectiva a partir da qual se produz conteúdo – somos todos produtores! A representação de si mesmo ou até a produção de um conteúdo mais elaborado demonstra que todo espectador pode ser um produtor. De forma horizontal, todos têm a possibilidade de produzir conteúdo audiovisual, seja a partir das próprias experiências, seja pelo mix de referências e conteúdos que estão abertos na internet. Além disso, com novas plataformas, redes sociais e devices, é possível editar todo e qualquer conteúdo.

Toda essa frequência de consumo intensifica ainda mais os processos de identificação do público com suas séries e personagens favoritos. Cada vez mais são criadas histórias que se aproximam das pessoas e que buscam ampliar a representação não só pela diversidade de temas e biotipos, mas, principalmente, pela complexidade das personagens. Com narrativas fragmentadas, as séries conseguem se aprofundar nas histórias e expor a profundidade de cada personagem. Nesse movimento de identificação, as pessoas convivem tanto tempo e de forma tão intensa com esses personagens que se sentem íntimas, em um relacionamento para a vida toda - mesmo após o término da última temporada.

“Gosto de ver o Jon Snow porque ele sofre mais que eu, por isso que eu gosto de séries de sofrência.”
– Mulher , 34 anos, jornalista

A LÓGICA DO PILOTO

Antes de produzir uma temporada inteira, a série apresenta um episódio piloto, que pode ser arrebatador e fazer com que o público caia de amor pela narrativa logo no início. Em um contexto em que o tempo é escasso e hipervalorizado, as séries conseguiram se tornar pílulas de entretenimento para o “qualquer hora e em qualquer lugar”, reforçando a autonomia de cada pessoa sobre o que fazer com sua vida, seu tempo, suas escolhas e, claro, suas séries.

A LÓGICA DA MARATONA

Se em determinado momento a representação bate forte e as personagens elaboram questões que parecem ser as do público ou esclarecem algo ou abordam questões até mesmo desconhecidas, mas que deixam o espectador angustiado, surge o gancho para as maratonas. O tempo da vida para e vira o tempo da série. As histórias preenchem as horas que voam, reforçando, novamente, a relação da tríade minha vida / meu tempo / minha(s) série(s). O fenômeno binge watching – assistir a vários episódios seguidos de uma mesma série – acelera o fluxo das narrativas e da experimentação de novas produções. Todo mundo assiste a tudo rapidamente e surge a oportunidade de identificação com os personagens, como se fossem pessoas reais, íntimas e próximas, que pertencem a histórias, enredos, desenvolvimentos pessoais — muitas vezes, conectando as pessoas à própria realidade.

Essa noção de maleabilidade do tempo significa que assistir a uma série não tem hora. Pode ser no tempo da distração ou num tempo exclusivo reservado para a série, seja uma experiência compartilhada em companhia ou experimentada sozinho.

QUANDO ASSISTE À SÉRIE QUE MAIS GOSTA?

Base: Total da amostra – 1.250 entrevistas

Assistindo sozinho ou não, entre os motivadores que ajudam as pessoas a chegar até as séries que mais gostam a influência social é um dos predominantes.

O QUE MOTIVOU ASSISTIR À SÉRIE QUE MAIS GOSTA

se motivam pela influência social
60%

ONDE OUVIU FALAR DA SÉRIE QUE MAIS GOSTA

ouviram falar pela 1ª vez na sua rede pessoal
83%

Base: Tem preferência por alguma série – 1.077 entrevistas

GO LIVE STREAMING

O inédito. O nunca visto antes. O verdadeiro “pela primeira vez na TV”. No tempo fragmentado e com a sensação de efemeridade tão exaltada, o poder do ineditismo foi redobrado. Essa é a força do live - de criar um evento que marca o tempo. Todos juntos, uma agenda coletiva, assistindo ao mesmo conteúdo simultaneamente para em seguida… bombar a repercussão real e virtual e estar por dentro. É a satisfação de ser um dos embaixadores do seu tempo.

sentem frisson
84%

Gostam de episódios inéditos que deixam a adrenalina da espera pelo próximo capítulo, que tragam assuntos que provoquem discussões.

precisam do novo para ter capital social
74%

Quando uma série nova é lançada, se programa para assistir de uma vez só a todos ou o máximo de episódios possível, quer ser o primeiro a assistir um novo episódio ou uma nova série, para ter assunto, para fazer amigos.

querem detalhes
42%

Nem gosta de spoilers, mas a curiosidade e a ansiedade fazem ir atrás de informação.

preferem saber
28%

Não se importa tanto com spoilers porque quer saber detalhes dos acontecimentos e como eles vão se desenrolar.

Para o público brasileiro, entre os aspectos relevantes na escolha do serviço/canal, depois do cardápio de títulos, o que importa é a facilidade de assistir, a liberdade de como e onde quiser consumir as séries e, também, a dublagem, visto que boa parte das produções seriadas é em língua estrangeira.

querem liberdade
54%

Assistir quando quero, no meu tempo / assistir em qualquer device

querem liberdade
54%

Ser fácil e rápido de encontrar e marcação do número do episódio/temporada

Base: Total da amostra – 1.250 entrevistas

A partir do cruzamento das informações coletadas neste estudo, chegamos a quatro perfis de comportamento divididos em dois eixos:

O tempo destinado às séries

O estágio da relação com as séries

34%

SOCIAL VIEWER

Para o social viewer, as séries são vistas como capital social – consumi-las é um jeito de ter assunto e estar próximo das pessoas. Como o propósito é mais amplo, há uma multiplicidade de interesses e de repertório – as pessoas desse grupo lembram espontaneamente de 166 títulos diferentes e citam pelo menos um título entre 16 gêneros distintos.

48% dizem

“Assisto mesmo a séries que não gosto, porque quero ficar por dentro”

89%

não rejeitam nenhuma série

59% dizem

“Gosto de assistir a qualquer tipo de série, um grande fã assiste tudo, sem preconceitos!”

24%

SOAP SERIES

Para esse público, as séries funcionam como substitutas das novelas, embora algumas ainda as assistam. Como um passatempo, preenchem um tempo ocioso e representam um momento de descompressão e desligamento. As pessoas desse grupo gostam de histórias que tragam alguma lição de vida, que possam ensiná-las a lidar com situações difíceis. Assistem na TV e também no celular.

51%

é importante assistir quando eu quero, no meu tempo (demais segmentos, em média 39%)

39%

quero assistir no celular, tablet, computador (demais segmentos, em média 31%)

39%

é importante ter marcação do episódio e da temporada (demais segmentos, em média 30%)

23%

FASHION SLAVE

Para o fashion slave, o maior atrativo das séries é a novidade, é estar na moda. Como novato, esse perfil precisa de ajuda para escolher o que assistir. São seguidores de amigos e parentes e possuem repertório de séries que estão em alta. De forma coerente, escolhem onde assistir pela facilidade – para 47% é fácil e rápido encontrar o que se quer assistir.

36% dizem “não” para

Gosto tanto de séries que já não posso viver sem elas (demais segmentos, em média 16%)

21% dizem “não” para

Tenho na memória momentos da série como se eu tivesse vivido (demais segmentos, em média 9%)

33% dizem “não” para

Quero ser o primeiro a assistir um novo episódio ou uma nova série (demais segmentos, em média 10%)

26% dizem “não” para

Quando série nova é lançada, me programo para assistir de uma vez só (demais segmentos, em média 8%)

20% dizem “não” para

O que mais gosto de ver na TV são as séries (demais segmentos, em média 3%)

19%

OLD SCHOOL

O público old school vê as séries como mais uma opção de entretenimento. Seu repertório é básico e inclui séries da TV aberta. Para escolher a que assistir, contam com a ajuda das pessoas próximas e da mídia, por isso vivem em um ambiente mais restrito em relação às séries.

65%

ouvi falar a 1ª vez sobre a série que mais gosto através de amigos ou familiares (demais segmentos, em média 54%)

36%

ouvi falar a 1ª vez sobre a série que mais gosto na mídia (TV, jornais, revistas) (demais segmentos, em média 25%)

25%

não gosto de rever séries clássicas (demais segmentos, em média 10%)

25%

não costumo rever mais de uma vez minhas séries favoritas (demais segmentos, em média 9%)

17%

não revejo episódios das minhas séries favoritas para poder prestar atenção nos detalhes (demais segmentos, em média 9%)

O interesse crescente de públicos distintos por séries é sinal de que elas fazem parte do nosso arsenal de entretenimento, inspiração e inquietação da vida. Como produto que reflete nosso tempo, é possível reconhecer nesse fenômeno midiático um pouco de nós mesmos e dos nossos anseios e desejos retratados por narrativas tão diversas quanto as opções disponibilizadas nos meios de transmissão. Entre episódios, temporadas e maratonas, o mundo das séries nos mantém atentos aos próximos capítulos.

FONTE:
COLETIVO TSURU + QUANTAS, 2018