O YouTube se tornou uma plataforma de revelação de celebridades, personalidades e estrelas. Em alguns casos, no lugar de grandes feitos ou projetos, a simples exposição da vida comum é um dos elementos que cativam e geram identificação entre YouTubers (ou creators) e seus seguidores.

Seguir a vida de alguém pressupõe um mínimo denominador comum de interesses, e nessa interação virtual um fator de atração cada vez mais valorizado é a autenticidade.

Hoje em dia, com poder de edição nas mãos, qualquer pessoa pode escolher minuciosamente as melhores imagens e palavras para expor nas redes sociais. Muitos influencers acabam se tornando startups de uma pessoa só, e os mais bem-sucedidos conseguem identificar tendências, experimentar novos formatos e plataformas, criar uma conexão autêntica com o público, prestar atenção às análises de canal e descobrir como conseguir um lugar ao sol – tudo isso enquanto produzem um fluxo constante de novos conteúdos.

Os YouTubers se tornaram parte importante das referências culturais da era digital.

76%

dos brasileiros conectados conhecem o termo “YouTuber” e sabem o que eles são.

77%

acompanham pelo menos um canal no YouTube.

Fonte: Google Consumer Survey – “Você já ouviu falar no termo YouTuber?”, 26 de julho de 2018

Quais são as vantagens de acompanhar canais no YouTube?

30%

ouvir sobre assuntos específicos

30%

saber que sempre encontrará um conteúdo de que gosta

Fonte: Google Consumer Survey

Sob essa lógica, o espaço para a espontaneidade acaba sendo restrito pelas preocupações com número de seguidores, likes e popularidade em geral. Porém, na contramão de processos de criação engessados e normativos, a busca por identificação inspira a produção de conteúdos que prezam cada vez mais pela verdade que torna as pessoas mais humanas. Gente como a gente.

No mundo atual, a lógica de admiração e endeusamento dos ídolos se inverteu:

Deuses x Humanos

Deuses = Humanos

Trazer para frente das câmeras o ordinário atrai atenção, gera conexão e abre espaço para fenômenos em cadeia, como as pautas que são exploradas por usuários diferentes interessados em abordar inseguranças comuns às pessoas do outro lado da tela.


Um exemplo são as campanhas de viralização espontânea. Desde 2017, os vídeos de "tour pelo corpo" atraem atenção no Youtube. A ideia era transmitir mensagens de autoaceitação e empoderamento, problematizando as ideias por trás do conceito de body positive. Em efeito cascata, diversas pessoas se engajaram com a causa e começaram a postar conteúdos que expandiram a discussão ainda mais. 

Mas além das questões de ordem pessoal, o apelo da autenticidade também encontra outras vertentes nos canais no YouTube. Ainda que não estejam entre os canais mais populares da plataforma, os YouTubers da “vida como ela é” oferecem a sua intimidade aos olhos de milhares de usuários interessados – e entretidos – pelos pequenos recortes da realidade individual, e ao mesmo tempo comum, de cada uma dessas pessoas.

É aí onde reside o poder de atração do comum e do ordinário. Com uma câmera na mão e certa dose de desinibição, os YouTubers que utilizam o próprio dia a dia como inspiração para os conteúdos dos seus vídeos se diferenciam dos conteúdos mais populares e abrem espaço para conexão com os valores e interesses do público. É o charme do comum, do usual e da simplicidade.

Por trás dos números de visualizações, a busca por autenticidade é um dos caminhos que aproximam YouTubers e público. Se vivemos na época da fluidez generalizada, os conteúdos também se tornaram líquidos e movediços, incorporando originalidade na sua criação e pormenorizando dilemas e inquietações de todas as pessoas, dos dois lados das telas.

O YouTube se tornou uma plataforma de revelação de celebridades, personalidades e estrelas. Em alguns casos, no lugar de grandes feitos ou projetos, a simples exposição da vida comum é um dos elementos que cativam e geram identificação entre YouTubers (ou creators) e seus seguidores.

Seguir a vida de alguém pressupõe um mínimo denominador comum de interesses, e nessa interação virtual um fator de atração cada vez mais valorizado é a autenticidade.

Hoje em dia, com poder de edição nas mãos, qualquer pessoa pode escolher minuciosamente as melhores imagens e palavras para expor nas redes sociais. Muitos influencers acabam se tornando startups de uma pessoa só, e os mais bem-sucedidos conseguem identificar tendências, experimentar novos formatos e plataformas, criar uma conexão autêntica com o público, prestar atenção às análises de canal e descobrir como conseguir um lugar ao sol – tudo isso enquanto produzem um fluxo constante de novos conteúdos.

Os YouTubers se tornaram parte importante das referências culturais da era digital.

76%

dos brasileiros conectados conhecem o termo “YouTuber” e sabem o que eles são.

77%

acompanham pelo menos um canal no YouTube.

Fonte: Google Consumer Survey – “Você já ouviu falar no termo YouTuber?”, 26 de julho de 2018

Quais são as vantagens de acompanhar canais no YouTube?

30%

ouvir sobre assuntos específicos

30%

saber que sempre encontrará um conteúdo de que gosta

Fonte: Google Consumer Survey

Sob essa lógica, o espaço para a espontaneidade acaba sendo restrito pelas preocupações com número de seguidores, likes e popularidade em geral. Porém, na contramão de processos de criação engessados e normativos, a busca por identificação inspira a produção de conteúdos que prezam cada vez mais pela verdade que torna as pessoas mais humanas. Gente como a gente.

No mundo atual, a lógica de admiração e endeusamento dos ídolos se inverteu:

Deuses x Humanos

Deuses = Humanos

Trazer para frente das câmeras o ordinário atrai atenção, gera conexão e abre espaço para fenômenos em cadeia, como as pautas que são exploradas por usuários diferentes interessados em abordar inseguranças comuns às pessoas do outro lado da tela.


Um exemplo são as campanhas de viralização espontânea. Desde 2017, os vídeos de "tour pelo corpo" atraem atenção no Youtube. A ideia era transmitir mensagens de autoaceitação e empoderamento, problematizando as ideias por trás do conceito de body positive. Em efeito cascata, diversas pessoas se engajaram com a causa e começaram a postar conteúdos que expandiram a discussão ainda mais. 

Mas além das questões de ordem pessoal, o apelo da autenticidade também encontra outras vertentes nos canais no YouTube. Ainda que não estejam entre os canais mais populares da plataforma, os YouTubers da “vida como ela é” oferecem a sua intimidade aos olhos de milhares de usuários interessados – e entretidos – pelos pequenos recortes da realidade individual, e ao mesmo tempo comum, de cada uma dessas pessoas.

É aí onde reside o poder de atração do comum e do ordinário. Com uma câmera na mão e certa dose de desinibição, os YouTubers que utilizam o próprio dia a dia como inspiração para os conteúdos dos seus vídeos se diferenciam dos conteúdos mais populares e abrem espaço para conexão com os valores e interesses do público. É o charme do comum, do usual e da simplicidade.

Por trás dos números de visualizações, a busca por autenticidade é um dos caminhos que aproximam YouTubers e público. Se vivemos na época da fluidez generalizada, os conteúdos também se tornaram líquidos e movediços, incorporando originalidade na sua criação e pormenorizando dilemas e inquietações de todas as pessoas, dos dois lados das telas.

Arte: Gabriela Costa / Imagens: iStock by Getty Images e Youtube.com / Texto: Renato Barreto

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No fim de julho, o Instagram começou a ocultar o número de curtidas e visualizações em publicações na plataforma. E agora?

1 ago 2019

por In Press

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