Uma sequência especialmente elaborada para, em meio ao turbilhão de sons e ruídos do dia a dia, servir de trilha sonora para momentos diversos. É assim que as playlists estão mudando a forma como as pessoas consomem música hoje em dia e se tornando um meio cada vez mais pessoal e customizado de compartilhamento de repertório e conhecimento musical.

As playlists existem desde os anos 1970, ainda na lógica das mixtapes gravadas em fitas K7 e, depois, em CD. Porém, a lógica da curadoria de músicas selecionadas e agrupadas com algum tema ou motivo principal atravessou gerações e chegou à era do streaming.

Embora as pessoas saibam o que querem ouvir, nem sempre elas têm ideia do que tocar numa sequência – pode ser mais divertido descobrir músicas do que escolhê-las. Afinal, seja pela própria curadoria ou pelo fluxo espontâneo alimentado pelos usuários, os serviços de streaming oferecem seleções para os mais variados gostos e momentos.

Para os artistas, a seleção de músicas passou a ser encarada como um conteúdo direcionado a atingir mais pessoas, saciando a curiosidade dos fãs para conhecer as influências de um disco ou o que o ídolo está ouvindo no momento. Sites como o Playlists.net e o Filtr, que compilam e recomendam playlists de todo o mundo com base no cruzamento de listas de serviços como Spotify, Deezer e YouTube, indicam diariamente quais caíram no gosto do público.

Mas o que faz uma playlist se destacar entre tantas?
Descubra abaixo os ingredientes básicos de uma boa seleção.

1. Escolha o mood

Se você gosta de dias chuvosos, por exemplo, e costuma associar certas músicas a esse clima, pronto: já temos um início. O ouvinte precisa reconhecer facilmente qual é o mood da playlist, mesmo que a ideia por trás não seja tão óbvia ou convencional. Sabendo quais faixas combinam com cada momento, ou seja, o contexto, é mais fácil unir todas as músicas num clima específico. Pense num momento em que caiba uma música e elabore a trilha sonora adequada. E abuse da originalidade para escolher um mood: playlists de “Músicas para churrasco” já existem aos montes.

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2. Cuide da ordem

Dê atenção especial às primeiras músicas da sua playlist. Embora o shuffle seja uma opção frequentemente utilizada, vale a pena causar uma boa primeira impressão apresentando logo de cara as músicas que você considera mais importantes ou que tenham mais a ver com o mood. O ouvinte pode julgar sua seleção com base logo nas primeiras faixas escolhidas.

3. Pense na quantidade

Embora seja variável de acordo com o conceito, o número ideal de faixas numa playlist é de 50 músicas – mínimo de 20. A playlist funciona como uma experiência sonora prolongada, como as antigas mixtapes. Porém, se a lista for muito longa, o ouvinte pode ficar entediado e é provável que ela não seja ouvida na íntegra ou até seja, mas no shuffle.

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4. Familiarize o ouvinte

Por mais que seu gosto musical seja peculiar e privilegie novidades e artistas desconhecidos, inclua artistas populares na sua playlist para que o ouvinte estabeleça relações com o restante das músicas. Você atrai o público e o ajuda a se abrir às novidades.

5. Valorize coesão e cadência

As mudanças não precisam ser bruscas. Defina uma sequência de músicas com batidas parecidas, mas que não se pareçam demais entre si. Isso facilita a transição de uma para outra. Se você quiser misturar rock pesado com pop, não tem problema, mas considere um intervalo de cinco músicas, por exemplo, para fazer essa ponte. As músicas precisam dialogar entre si e com o mood geral da lista, num fluxo que combine tema, estilo, tom ou ritmo. De qualquer forma, uma regra valiosa é: uma música por artista. Repetições, de qualquer tipo, são sempre arriscadas.

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6. Batize sabiamente

Abuse da criatividade para escolher o mood e, depois, para nomear a playlist. Porém, seja coerente com o conteúdo para facilitar a busca e a sua seleção possa ser encontrada por mais pessoas e a proposta da playlist possa ser facilmente captada. Mas também não tenha medo de ser ousado, divertido e direto, mas não básico. Com tantas playlists disputando atenção, nomes como “As Mais Perfeitas Músicas Pop do Mundo” soam mais atraentes do que apenas “Melhores Músicas Pop”.

7. Mantenha a atualização

Seus seguidores vão gostar de saber que a playlist não morreu depois de um tempo e continua apresentando novidades. Por isso, considere atualizá-la de tempos em tempos. De quebra, você ainda pode aprofundar suas buscas por novos sons e aprimorar ainda mais a proposta da lista.

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8. Ilustre e descreva

Em meio a várias opções, o usuário pode ser atraído à sua playlist pela imagem da capa e/ou pela breve descrição do mood. Por isso, vale a mesma regra do título da playlist: seja criativo e busque ser atraente e primar pelo significado. Para obter inspiração, observe as capas das playlists nas páginas de busca. Se a apresentação e o conteúdo forem bons, mais chances de conseguir novos seguidores.

9. Faça um test-drive

Escute sua playlist quando for possível (caminhando, pegando o metrô) ou no contexto pensado para o mood (um dia de chuva, na academia) e faça os ajustes necessários antes de finalizá-la e compartilhá-la com seus amigos e seu público. Elimine o que estiver sobrando ou deslocado e inclua o que lhe parecer mais pertinente agora que você ouviu a lista inteira.

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10. Ponha a cara no sol

Finalmente, divulgue sua playlist nas redes sociais e grupos de conversa. Seu público está a um PLAY de distância.

Uma sequência especialmente elaborada para, em meio ao turbilhão de sons e ruídos do dia a dia, servir de trilha sonora para momentos diversos. É assim que as playlists estão mudando a forma como as pessoas consomem música hoje em dia e se tornando um meio cada vez mais pessoal e customizado de compartilhamento de repertório e conhecimento musical.

As playlists existem desde os anos 1970, ainda na lógica das mixtapes gravadas em fitas K7 e, depois, em CD. Porém, a lógica da curadoria de músicas selecionadas e agrupadas com algum tema ou motivo principal atravessou gerações e chegou à era do streaming.

Embora as pessoas saibam o que querem ouvir, nem sempre elas têm ideia do que tocar numa sequência – pode ser mais divertido descobrir músicas do que escolhê-las. Afinal, seja pela própria curadoria ou pelo fluxo espontâneo alimentado pelos usuários, os serviços de streaming oferecem seleções para os mais variados gostos e momentos.

Para os artistas, a seleção de músicas passou a ser encarada como um conteúdo direcionado a atingir mais pessoas, saciando a curiosidade dos fãs para conhecer as influências de um disco ou o que o ídolo está ouvindo no momento. Sites como o Playlists.net e o Filtr, que compilam e recomendam playlists de todo o mundo com base no cruzamento de listas de serviços como Spotify, Deezer e YouTube, indicam diariamente quais caíram no gosto do público.

Mas o que faz uma playlist se destacar entre tantas? Descubra abaixo os ingredientes básicos de uma boa seleção.

1. Escolha o mood

Se você gosta de dias chuvosos, por exemplo, e costuma associar certas músicas a esse clima, pronto: já temos um início. O ouvinte precisa reconhecer facilmente qual é o mood da playlist, mesmo que a ideia por trás não seja tão óbvia ou convencional. Sabendo quais faixas combinam com cada momento, ou seja, o contexto, é mais fácil unir todas as músicas num clima específico. Pense num momento em que caiba uma música e elabore a trilha sonora adequada. E abuse da originalidade para escolher um mood: playlists de “Músicas para churrasco” já existem aos montes.

2. Cuide da ordem

Dê atenção especial às primeiras músicas da sua playlist. Embora o shuffle seja uma opção frequentemente utilizada, vale a pena causar uma boa primeira impressão apresentando logo de cara as músicas que você considera mais importantes ou que tenham mais a ver com o mood. O ouvinte pode julgar sua seleção com base logo nas primeiras faixas escolhidas.

3. Pense na quantidade

Embora seja variável de acordo com o conceito, o número ideal de faixas numa playlist é de 50 músicas – mínimo de 20. A playlist funciona como uma experiência sonora prolongada, como as antigas mixtapes. Porém, se a lista for muito longa, o ouvinte pode ficar entediado e é provável que ela não seja ouvida na íntegra ou até seja, mas no shuffle.

4. Familiarize o ouvinte

Por mais que seu gosto musical seja peculiar e privilegie novidades e artistas desconhecidos, inclua artistas populares na sua playlist para que o ouvinte estabeleça relações com o restante das músicas. Você atrai o público e o ajuda a se abrir às novidades.

5. Valorize coesão e cadência

As mudanças não precisam ser bruscas. Defina uma sequência de músicas com batidas parecidas, mas que não se pareçam demais entre si. Isso facilita a transição de uma para outra. Se você quiser misturar rock pesado com pop, não tem problema, mas considere um intervalo de cinco músicas, por exemplo, para fazer essa ponte. As músicas precisam dialogar entre si e com o mood geral da lista, num fluxo que combine tema, estilo, tom ou ritmo. De qualquer forma, uma regra valiosa é: uma música por artista. Repetições, de qualquer tipo, são sempre arriscadas.

6. Batize sabiamente

Abuse da criatividade para escolher o mood e, depois, para nomear a playlist. Porém, seja coerente com o conteúdo para facilitar a busca e a sua seleção possa ser encontrada por mais pessoas e a proposta da playlist possa ser facilmente captada. Mas também não tenha medo de ser ousado, divertido e direto, mas não básico. Com tantas playlists disputando atenção, nomes como “As Mais Perfeitas Músicas Pop do Mundo” soam mais atraentes do que apenas “Melhores Músicas Pop”.

7. Mantenha a atualização

Seus seguidores vão gostar de saber que a playlist não morreu depois de um tempo e continua apresentando novidades. Por isso, considere atualizá-la de tempos em tempos. De quebra, você ainda pode aprofundar suas buscas por novos sons e aprimorar ainda mais a proposta da lista.

8. Ilustre e descreva

Em meio a várias opções, o usuário pode ser atraído à sua playlist pela imagem da capa e/ou pela breve descrição do mood. Por isso, vale a mesma regra do título da playlist: seja criativo e busque ser atraente e primar pelo significado. Para obter inspiração, observe as capas das playlists nas páginas de busca. Se a apresentação e o conteúdo forem bons, mais chances de conseguir novos seguidores.

9. Faça um test-drive

Escute sua playlist quando for possível (caminhando, pegando o metrô) ou no contexto pensado para o mood (um dia de chuva, na academia) e faça os ajustes necessários antes de finalizá-la e compartilhá-la com seus amigos e seu público. Elimine o que estiver sobrando ou deslocado e inclua o que lhe parecer mais pertinente agora que você ouviu a lista inteira.

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