A vida humana, assim como no reino animal, se traduz em um ciclo na ideia de que tudo começa e termina. Essa ideia é transmitida e ensinada desde que nascemos. Dependendo dos avós, dos pais, da casa, da cultura, da visão de mundo que adquirimos ao longo da vida, pode-se buscar entender a morte de várias maneiras, mas, no resumo, a vida acaba quando o coração deixa de pulsar.

Muitos acreditam em possíveis conexões pós-morte, sinais e reencarnação, são muitos rituais por meio de culturas e crenças variadas. Existem os que choram e os que festejam a morte. Todos, de uma maneira ou de outra, constatam o final de uma jornada e almejam que tenha sido uma boa experiência de vida para quem partiu.

O medo da morte é tão real quanto o fato em si, é algo inerente à sobrevivência humana.

O QUE PENSA O BRASILEIRO AO LIDAR COM O FIM DA VIDA?

Em pesquisa realizada pelo G1, para boa parte da população, a morte está diretamente associada a sentimentos ruins como dor, tristeza e saudade, e isso faz com que as pessoas sintam dificuldade de falar sobre o assunto. Esta sensação não passa com o tempo:

Morte é um assunto considerado íntimo por muitos e falar sobre a morte é um tabu para mais de 73% dos brasileiros. Para mais de 48%, falar sobre o assunto é depressivo e para 27,8% é mórbido. Para mais de 30%, morte é algo solitário e não deve ser dividido.

“A maioria não gosta de falar sobre morte. A questão da idade não muda a relação, a gente não ganha familiaridade conforme envelhece. O assunto é tão distante que mesmo mais velho eu continuo não querendo conversar.”

explica ao G1 a presidente do SINCEP Gisella Adissi

Mas, se os brasileiros não estão prontos para lidar com a morte, quem está? Quão evoluídos precisaremos ser para aceitar a morte? Essas são perguntas para respostas profundas e embasadas em muita psicologia. É certo que a dificuldade de lidar com os próprios sentimentos pode também colaborar para que a conversa sobre o tema se torne ainda mais difícil. Será que é mais fácil imaginar a possibilidade da morte do outro do que a própria? A resposta para essa pergunta ainda é incerta e subjetiva demais para uma conclusão consoladora, mesmo com o respaldo de pesquisas. Quem sabe, a própria inexistência é uma questão inimaginável e insuportável demais para as pessoas.

Arte: Gabriela Costa / Fonte: G1 / Imagens: iStock by Getty Images / Texto: Gabriel Prates

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