A emoção de quem assiste à TV paga não cabe mais somente no espaço da sala. A repercussão e o engajamento dos conteúdos transmitidos ao vivo estão extrapolando o espaço da televisão e cada vez mais avançando para a simultaneidade das redes sociais.


Entre uma tela e outra, esse hibridismo de consumo é o que alimenta a lógica da social TV, mais imediata e compartilhada.

Mesmo diante da popularização dos serviços de streaming, a televisão é o espaço privilegiado do ao vivo – e o ao vivo movimenta o universo digital. A liga que conecta os dois universos são as emoções do telespectador. O tempo da transmissão é o mesmo tempo da reação!


Um gol é marcado e os comentários on-line saem praticamente ao mesmo tempo em que os gritos da torcida.


A emoção do ao vivo é a emoção do agora.
As pessoas não querem mais esperar o dia seguinte para comentar e opinar.

No recorte da TV paga, o sucesso das transmissões em tempo real está elevando os números da audiência. De grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas até a transmissão de solenidades mundiais, noticiários locais ou festivais de música, os conteúdos exclusivos da TV paga agitam as hashtags, postagens e memes. Os números da audiência sozinhos já não dão conta de refletir toda essa combinação de fatores.

Do lado do público, com a popularização de smartphones e tablets, as redes sociais oferecem canais de interação com as transmissões de TV ao vivo – seja fazendo perguntas a um entrevistado, participando diretamente em um talk show, recebendo notícias atualizadas minuto a minuto ou comentando sobre um evento de entretenimento ou esportes. 

De olho nessa simbiose, canais da TV investem na pluralidade de presenças e usos simultâneos, criando contas autenticadas em redes como  Twitter, Instagram, Facebook e LinkedIn, expandindo os limites da TV social e gerando comunicação via multiplataformas.


Uma sala de estar global

A TV social é uma mistura de consumo de rede social e atividade televisiva. Em outras palavras, é o uso dos dispositivos digitais paralelamente à televisão com as pessoas compartilhando suas experiências nas redes sociais.

De acordo com dados do Relatório Total de Audiência da Nielsen, no segundo trimestre de 2018 os adultos gastaram quase 10 horas e meia por dia com mídias digitais nos Estados Unidos. Considerando a quantidade de tempo gasto com os dispositivos ao longo do dia, o consumo se desdobra de diversas maneiras. Acaba sendo inevitável que alguns desses usos ocorram simultaneamente a outros hábitos, como assistir à televisão.

uso simultâneo de dispositivos

uso simultâneo
tv & digital

Com que frequência você assiste à TV e usa um dispositivo digital simultaneamente?


uso simultâneo
tv & áudio

Com que frequência você assiste à TV e usa um dispositivo de áudio simultaneamente?


    Sempre
    Muito frequentemente
    Às vezes
    Raramente
    Nunca

Fonte: Relatório de Audiência Total Nielsen Q2 2018.

No Brasil, pesquisas apontam para o aumento tanto do consumo de TV quanto do tempo gasto nas redes sociais, o que sugere uma possível sobreposição de hábitos e de audiência em telas paralelas. Nesse sentido, o avanço da internet está provocando transformações nas produções televisivas, na medida em que o uso das redes sociais se tornou uma experiência interativa complementar à TV.

93%

da população nas principais regiões metropolitanas do país assiste à TV regularmente.

9 horas e 17 minutos

é o tempo médio de consumo domiciliar de televisão.
Fonte: Kantar IBOPE Media, 2018

No caso da PayTV,

24,7 milhões

de pessoas passam por ela diariamente, com consumo médio de

3 horas e 22 minutos

Fonte: Base de assinantes Anatel | média janeiro a março 2019 | Projeção de indivíduos PNAD 2015. Kantar Ibope Media | MW | Regiões Metropolitanas | Ats (Total Pay TV) | Total do Dia | jan a abr 2019.

9 horas e 14 minutos por dia

é o tempo médio de permanência do brasileiro on-line.

130 milhões

de brasileiros utilizam as redes sociais, dos quais

120 milhões

realizam o acesso através de seus celulares.
Fonte: We Are Social e Hootsuite, 2017

As razões pelas quais as pessoas usam ativamente o smartphone enquanto assistem a um evento ao vivo na TV ultrapassam a mera distração útil nos intervalos comerciais. Essa associação de uso, com os consumidores envolvidos em diversas frentes paralelamente, está relacionada a aumentar a experiência de visualização da TV linear com postagens nas redes sociais interagindo com um público que potencialmente está vendo a mesma coisa que você (um jogo de futebol ou um episódio de série exclusiva da TV paga), pesquisar sobre um produto relacionado a anúncios transmitidos na televisão ou até mesmo checar a grade de programação dos canais através das redes sociais.


Com o celular na mão, um vislumbre de onipresença passa a ser quase possível.

As diferenças entre reagir simultaneamente a um determinado conteúdo podem ser entendidas pela ótica da comunicação sincrônica e assincrônica. A primeira requer que as partes ou os componentes funcionem simultaneamente em tempo real; já a segunda não demanda uma resposta imediata. 

Por isso, quando falamos de telespectadores se comunicando em tempo real pelas redes sociais, eles coincidem no tempo da TV, o tempo do ao vivo. Quando eles assistem a um conteúdo gravado, essa sincronia deixa de existir e as coisas se dão em tempos distintos – mas ainda assim as reações compartilhadas nas redes sociais refletem as emoções mais imediatas. Diante do imediatismo dos tempos atuais, a comunicação sincrônica da TV ao vivo ganha a credibilidade da conexão humana real e autêntica.

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