FOMO

do Inglês Fear of Missing Out (medo de ficar por fora), caracteriza um comportamento predominante na internet nos últimos anos, com a quantidade excessiva de informações recebidas todos os dias, os usuários tendem a, literalmente, temer a perda de qualquer informação. A consequência disso? Pessoas muito ansiosas e conteúdo excessivo nas redes.

JOMO

que, ao contrário de FOMO, expressa alegria em ficar por fora (Joy of Missing Out), surgiu da tendência de querer distância das redes e da vontade de praticar o “detox” digital. As pessoas se sentem livres em dizer NÃO às redes sociais, e se tornam mais seletivas em relação à informação que acessam e consomem.

Parecem nomes de personagens japoneses, mas essas siglas foram nomeadas por especialistas e resumem praticamente todas as atitudes que vemos, praticamos e criticamos nas redes sociais todos os dias.

 MARCAS DESISTEM DAS REDES SOCIAIS 

O escritório da empresa de cosméticos sustentáveis Lush no Reino Unido tomou uma decisão que parece decisiva para qualquer empresa que fale diretamente com os consumidores e aposte no crescente marketing digital. O anúncio foi feito via Twitter, Facebook e Instagram, nos quais a empresa tem, respectivamente, 202 mil, 423 mil e 570 mil seguidores em suas contas britânicas.

“Cada vez mais, as redes sociais estão tornando mais difícil para conversarmos entre nós diretamente. Estamos cansados de lutar com algoritmos e não queremos pagar para aparecer em seu feed de notícias”

Lush do Reino Unido no post de despedida das redes

“Queremos que o social seja mais sobre paixão e menos sobre curtidas”

porta-voz da empresa

Pesquisas indicam que tempo demais na internet tem relação com aumento da ansiedade e da depressão, mas que redes sociais também têm efeitos positivos. Entenda a mudança de comportamento global causada por elas e saiba como usá-las para o bem.

Em um artigo publicado na revista The Atlantic, Twenge afirmou que o uso exagerado de internet e redes sociais pode ter relação direta com o aumento exponencial de ansiedade e depressão – de acordo com a ONU, elas incidem em 3,6% e 4,4% da população mundial, respectivamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ligada à ONU, a depressão é vista como “mal do século”.

A tendência é nos aproximarmos mais do que realmente gostamos e dispersarmos o deslumbre pelo meio digital. Para as marcas, isto pode representar uma faca de dois gumes: maior oportunidade para produzir conteúdo relevante e fidelizar seu público, porém custos mais altos para atingi-lo.

Arte: Gabriela Costa / Fontes: Hello Moto, Exame / Imagens: iStock by Getty Images e Flat Icon / Texto: Gabriel Prates

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