As séries de TV têm sido ágeis em capturar o zeitgeist dos nossos tempos e entregar narrativas contemporâneas e envolventes, histórias que ajudam a contar nossas próprias histórias.

O buzz, a vida em série – onde os episódios se encaixam nos mais variados gaps da rotina, as causas e as marcas dentro do próprio conteúdo, as variadas questões de representação e representatividade, deixam claro que o conteúdo das séries invade a vida das pessoas e vice-versa, com muita relevância e intensidade. A história de uma série não se encerra nela mesma.

E o brasileiro é louco por séries!

Metade da população (51%) brasileira é ligada em séries. São pessoas de diferentes idades, classes sociais, estilos de vidas. Destes, a maioria (57%) já é apaixonada por séries e os demais são entrantes na categoria.

Temos a cultura do consumo de conteúdo audiovisual e as séries se tornaram ainda mais relevantes na correria e na fragmentação do nosso tempo.

perfis

Os resultados do estudo permitem apostar que, logo mais, ‘os entrantes’ também serão fisgados pela diversidade de narrativas, personagens apaixonantes e estética contemporânea.

old school
19%
OLD SCHOOL

O público old school vê as séries como mais uma opção de entretenimento. Seu repertório é básico e inclui séries da TV aberta. Para escolher a que assistir, contam com a ajuda das pessoas próximas e da mídia, por isso vivem em um ambiente mais restrito em relação às séries.

 65% - ouvi falar a 1ª vez sobre a série que mais gosto através de amigos ou familiares (demais segmentos, em média 54%).

 36% - ouvi falar a 1ª vez sobre a série que mais gosto na mídia (TV, jornais, revistas) (demais segmentos, em média 25%).

 25% - não gosto de rever séries clássicas (demais segmentos, em média 10%).

 25% - não costumo rever mais de uma vez minhas séries favoritas (demais segmentos, em média 9%).

Os entrantes na categoria são o perfil batizado de Old School que, zapeando, pára em uma série ou outra, e o perfil Fashion Slave, mais jovem, se rende ao buzz do seu círculo social.


23%
FASHION SLAVE

Para o fashion slave, o maior atrativo das séries é a novidade, é estar na moda. Como novato, esse perfil precisa de ajuda para escolher o que assistir. São seguidores de amigos e parentes e possuem repertório de séries que estão em alta. De forma coerente, escolhem onde assistir pela facilidade – para 47% é fácil e rápido encontrar o que se quer assistir.

 36% dizem “não” para - Gosto tanto de séries que já não posso viver sem elas (demais segmentos, em média 16%).

 21% dizem “não” para - Tenho na memória momentos da série como se eu tivesse vivido (demais segmentos, em média 9%).

 33% dizem “não” para - Quero ser o primeiro a assistir um novo episódio ou uma nova série (demais segmentos, em média 10%).

 26% dizem “não” para - Quando série nova é lançada, me programo para assistir de uma vez só (demais segmentos, em média 8%).

 20% dizem “não” para - O que mais gosto de ver na TV são as séries (demais segmentos, em média 3%).

Os perfis que já foram fisgados de alma e coração são o Soap Series que assistem a série como se fosse novela, de forma linear, acompanhando direitinho a sequência dos capítulos, e o Social Viewer que usa as séries como fonte de auto-conhecimento, expressão e relacionamento.


24%
SOAP SERIES

Para esse público, as séries funcionam como substitutas das novelas, embora algumas ainda as assistam. Como um passatempo, preenchem um tempo ocioso e representam um momento de descompressão e desligamento. As pessoas desse grupo gostam de histórias que tragam alguma lição de vida, que possam ensiná-las a lidar com situações difíceis. Assistem na TV e também no celular.

 51% - é importante assistir quando eu quero, no meu tempo (demais segmentos, em média 39%).

 39% - quero assistir no celular, tablet, computador (demais segmentos, em média 31%).

 39% - é importante ter marcação do episódio e da temporada (demais segmentos, em média 30%).


34%
SOCIAL VIEWER

Para o social viewer, as séries são vistas como capital social – consumi-las é um jeito de ter assunto e estar próximo das pessoas. Como o propósito é mais amplo, há uma multiplicidade de interesses e de repertório – as pessoas desse grupo lembram espontaneamente de 166 títulos diferentes e citam pelo menos um título entre 16 gêneros distintos.

 48% dizem - “Assisto mesmo a séries que não gosto, porque quero ficar por dentro”.

 89% - Não rejeitam nenhuma série.

 59% dizem - “Gosto de assistir a qualquer tipo de série, um grande fã assiste tudo, sem preconceitos!”.

No futuro, as séries de hoje vão contar a história de 2018. E quais personagens e histórias destas séries vão contar sobre você?

Maeda Camarcio Coletivo Tsuru

Idealizadora do Coletivo, Maeda é formada em propaganda e marketing pela ESPM, Fez mestrado em Gestão e Cooperação Cultural na Universidade de Barcelona. Como produtora de espetáculos trouxe aos Teatros Municipais de São Paulo e Rio óperas como Madama Butterfly e Carmem. Foi New Business e Coordenadora Parcerias Estratégicas nos Doutores da Alegria e na agência Agente de Moda, Maeda liderou projetos de co-brand entre marcas e estilistas, trabalhando com clientes como Avon e Kimberly-Clark e marcas de moda como Isabela Capeto, Ronaldo Fraga e Neon. Nos últimos anos Maeda foi diretora de planejamento da CO.R Inovação, onde se apaixonou pelas pesquisas como ferramentas para contar histórias e direcionar negócios e liderou cases para empresas importantes como Rede Globo, MasterCard, Hypermarcas, Itaú e Natura.

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Já sabemos que as séries se tornaram um poderoso fenômeno cultural que mobiliza milhões de espectadores – como este fenômeno se intensificou nos últimos anos e qual o impacto na vida dos brasileiros?

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QUEM VÊ TANTA SÉRIE?

No Brasil, 51% da população é ligada em séries. Ao perceber como um hábito para tantos brasileiros, é possível traçar perfis de audiência.

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