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O plot twist das séries

Gente Investiga, programa #4: o consumo de séries em diferentes plataformas está a todo vapor. Mas desde quando elas despertam tanto interesse?

29 jul 2019 | Comportamentos Emergentes

por Universal TV

O consumo de séries em diferentes plataformas está a todo vapor. Mas desde quando elas despertam tanto interesse? Como as pessoas se relacionam com as histórias e com diferentes opções? E qual o seu perfil de consumidor? Túlio Custódio e Gabriel Williams aprofundam essas e outras questões em “Plot Twist das Séries”, o quarto programa da série de podcasts Gente Investiga.

O estudo “Paixão em Séries”, feito em parceria com os institutos de pesquisa Coletivo de Tsuru e Quantas, surgiu da necessidade de entender o momento em que vivemos para então conseguir explicar o boom das séries. “Há uma transformação na maneira de consumir conteúdo audiovisual, principalmente com a explosão das plataformas de streaming. Foi necessário entender o consumidor, os gatilhos que o fazem acessar o conteúdo. Para isso fomos até as origens das séries”, explica Gabriel, gerente de Marketing e Produto da NBCUniversal.

De acordo com o resultado, é possível classificar essa linha do tempo em três momentos. O primeiro deles é do início dos anos 90 até os anos 2000, considerado como “marola”, em que havia conteúdos pouco complexos e a novela era um dos principais entretenimentos. Dos anos 2000 até 2010 é considerado o momento da “grande virada”, quando há o crescimento de conteúdos digitais e a migração do público de novelas para as séries. Além disso, é importante ressaltar que o aspecto tecnológico também contribui para essa mudança, o avanço de recursos como wi-fi, internet de alta velocidade, lançamento de serviço por streaming e o aumento de pessoas com aparelhos móveis. A terceira e última parte dessa cronologia inclui o fim de 2010 até os dias de hoje e, segundo o estudo, é intitulado “tsunami”. São narrativas mais complexas aliadas a uma explosão tecnológica, permitindo acessar o conteúdo com cada vez mais facilidade.

Outro dado importante, que será tema de debate durante o episódio, são os diferentes tipos de consumidores identificados durante a pesquisa. O predominante, com 34% das pessoas, é o “social viewer”. O perfil é referente às pessoas que querem estar na moda e, por isso, não podem perder nada do que está acontecendo e desejam acompanhar todas as séries do momento. Outro tipo de consumidor é o “soap series”, que, de acordo com os dados, é mais feminino, está migrando gradativamente de novelas para séries e consome o conteúdo em devices móveis. Já o “fashion slave” são os novos entrantes nesse universo e precisam de uma curadoria para decidir o que irão ver. Nesse ponto, as redes sociais exercem um papel fundamental para auxiliar nessa decisão. As pessoas “old school”, como o próprio nome já revela são aquelas que usam as séries como descompressão após um dia de trabalho. Assistem mais nas televisões e não possuem muito conhecimento sobre os títulos disponíveis.

Além de debater os principais gêneros consumidos, Túlio e Gabriel ainda levantam a questão da formação de opinião do público de acordo com as informações fornecidas pelas séries e falam sobre a relação entre o conteúdo e o cenário socioeconômico traduzido nos episódios. “Questões políticas muito em voga são traduzidas em séries. A gente tem alguns exemplos de conteúdo que reflete o que a gente está vivendo em nossa sociedade nos últimos 10, 12 anos, por exemplo.”, afirma Gabriel, que ainda complementa: “Então eu acho que a gente ainda não chegou em uma estabilização do movimento pelos números, tanto de audiência por assinatura, quanto no consumo não linear ainda estamos em um crescimento.”.

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