Acredita-se que o “nude”, uma das gírias mais faladas no Brasil e no mundo, segundo o site E! Online Brasil, foi a forma que a sociedade contemporânea encontrou para transformar o sexo em uma forma de masturbação a dois, em que há uma troca voluntária de intimidades para que cada um se satisfaça, separados pela distância física ou impossibilitados de conhecer e sentir o outro.

 

 

É verdade que a Internet se tornou um meio de encontro à distância, que alimenta desejos por meio de imagens que refletem exibicionismo e vaidade. Mas houve uma era não muito longínqua, em que “toda nudez era castigada”. Posar nu era uma grande ousadia e só fazia isso quem ganhava um certo cachê. Era um ato mais comum entre mulheres modelos, atrizes famosas ou cantoras. O homem, protegido pelo machismo, guardava o corpo – a não ser no contexto da indústria pornô.

Um fator comportamental que diferencia os tempos atuais do passado é que “o amor a si mesmo” virou uma regra indestrutível da modernidade, quase como um tipo de autoajuda para driblar as armadilhas da baixa autoestima. Hoje, as relações estão sujeitas a se tornarem produtos, eis que os nudes surgem como mercadorias com alto valor de troca – similar ao que descreve Bauman em sua obra “Relações efêmeras”.

Nunca se falou tanto em privacidade e superexposição. O cuidado em esconder o rosto e escolher aplicativos que oferecem validade das fotos compartilhadas tornaram-se regras. Além de tudo, antes de enviar fotos para alguém, é sempre bom ter certeza que confia em quem vai receber as fotos.

Quem acessa pornografia?

No estudo “O Prazer é Seu”, do canal Sexy Hot, foram identificados cinco perfis relacionados ao consumo de conteúdo pornô.
Clique na imagem e conheça o estudo completo.

O estudo publicado pela revista científica Journal of Sex Research analisou diversas pessoas que possuem o hábito de compartilhar nudes espontaneamente, sem serem solicitadas, e concluiu que elas têm um perfil parecido: são pessoas ansiosas, preocupadas e inseguras quando o assunto é relacionamento. Ao contrário do que os autores da pesquisa esperavam, pessoas que têm medo de ficar solteiras ou apresentam níveis altos de ansiedade e insegurança, tendem a mandar mais nudes. São pessoas que se preocupam com a opinião de outros e querem agradar ou perceber que tipo de desejo elas evocam.

Por fim, vale o alerta: mandar nudes e mensagens sexy é muito saudável, mas se você se sentir coagido ou coagida a fazê-lo, o ato passa a ser apenas um tipo de violência.

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